Gol contra fatal: a história do zagueiro morto após a Copa de 1994
Zagueiro Andrés Escobar foi assassinado a tiros em Medellín seis dias após gol contra que eliminou Colômbia da Copa
Para os brasileiros, a Copa de 1994 é a de Romário, Bebeto e do tetra. Para os colombianos, é um capítulo triste de violento. Naquele ano, o zagueiro Andrés Escobar marcou um gol contra que resultou na eliminação precoce do país e foi vítima de um assassinato brutal menos de uma semana depois.
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Escobar era um ídolo nacional, a exemplo de companheiros de seleção como Valderrama, Asprilla e Rincón. Era um time tão bom que Pelé, na época comentarista da Globo, disse que via a Colômbia como uma das favoritas ao título. O gol contra foi marcado em jogo com a Romênia pelas quartas de final: a bola foi cruzada da lateral esquerda e o zagueiro, na tentativa de tirar a bola, empurrou-a para o gol. O placar final foi 2 a 1.
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Escobar tinha 27 anos e atuava no Atlético Nacional. Depois do infortúnio, ele disse em entrevista ao jornal El Tiempo, de Bogotá: “A vida não termina aqui”. Infelizmente, ele estava errado.
A eliminação aconteceu em 26 de junho. O contexto social na Colômbia era muito conturbado. O traficante Pablo Escobar havia sido capturado e morto cerca de seis meses antes e os narco criminosos estavam em guerra declarada contra as autoridades de segurança do país. A despeito de todo o perigo, Escobar decidiu ir a uma discoteca no dia 2 de julho.

Na porta da boate, o atleta foi abordado por dois homens no estacionamento: os irmãos Santiago e Pedro Gallón, ligados a um cartel colombiano. Eles xingaram o zagueiro pelo gol contra, e Escobar replicou com pedido de respeito. Os Gallón disseram que o jogador “não sabia com quem estava se metendo”. Foi quando o motorista dos irmãos, Humberto Muñoz, tirou um revólver e atirou seis vezes.
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De acordo com a polícia, Muñoz gritava gol a cada tiro disparado. “Foi mais difícil que você imagina. […] Me disseram: mataram o Andrés. Respondi: ‘Andrés? Qual?’. Andrés Escobar. Aí foi difícil. Muito difícil. Fiquei mudo. Comecei a chorar”, relatou Carlos Valderrama, ídolo maior daquela seleção.
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Muñoz foi preso e confessou o assassinato. Ele está em liberdade desde 2005. Santiago Gallón foi assassinado a tiros aos 62 anos dentro de um restaurante no México em fevereiro de 2026. Não há notícias sobre Pedro Gallón.