Infantino recua e FIFA não vai vender mais ações da Copa do Mundo
Gianni Infantino, após pressão da UEFA e recusa da CONCACAF, desistiu da ideia de vender ações da Copa do Mundo de seleções e clubes
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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, recuou na ideia de criar uma empresa para realizar operações financeiras, nas suas principais competições, a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. Após a rejeição da UEFA, que ameaçou boicotar todos os torneios organizados pela entidade e também do voto contrário da CONCACAF (que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe), o diretor acabou optando por encerrar a ideia.
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– Como dissemos desde o início, fazer isso apenas se a maioria das Associações Membro da FIFA apoiasse e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as partes interessadas em geral. Tendo ouvido atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar. – afirmou o presidente.
Além da UEFA e CONCACAF, a AFC (Confederação de Futebol da Ásia) também se posicionou de maneira contrária. A CONMBEBOL se pronunciou nesta sexta-feira (31), sem ter uma opinião adotada, apenas salientou que iria realizar reuniões futuramente para decidir. Mesmos casos da CAF (Confederação de Futebol da África) e da OFC (Confederação de Futebol da Oceania).
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Com a desistência oficial da FIFA, os prazos dados pela entidade até o dia 19 de setembro não existem mais. A proposta de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa subsidiária que controlaria as ações financeiras dos torneios. A intenção era vender 20% dos ativos para uma grupos privados, que controlariam a Copa do Mundo de seleções e clubes.
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O projeto feito pela FIFA, previa um aumento de repasse financeiro de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 102 milhões), para as federações, no ciclo 2027-2030. No entanto, muitas federações nacionais viram como uma forma apenas de acabar com a serenidade da marca em troca de premiações, o que acabou resultando no fim da ideia.