Meio campo de Portugal, o mais temido do mundo, sai da Copa sem jogar bola
Portugal de Cristiano Ronaldo foi eliminado pela Espanha por um a zero, em partida de oitavas de final da Copa do Mundo
A seleção de Portugal foi eliminada pela Espanha em jogo de oitavas de final da Copa que aconteceu nesta segunda (6), em Dallas. O gol que tirou os lusitanos da competição foi marcado por Iker Merino nos acréscimos do segundo tempo. Foi um desfecho frustante para um time que criou expectativas elevadas.
Portugal chegou à Copa com status de melhor meio-campo do torneio. Nenhuma outra seleção conseguiu reunir meias do quilate de João Neves, Vitinha, Bruno Fernandes e Bernardo Silva. Mas o conjunto desses enormes talentos individuais não rendeu frutos em nenhum momento da competição.
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E não era só no meio que Portugal tinha grandes jogadores: na defesa, destacavam-se o goleiro Diogo Costa e o melhor lateral do mundo, Nuno Mendes. No ataque, prodígios como Francisco Conceição, Pedro Neto, o irregular Rafael Leão e o interminável Cristiano Ronaldo – que provavelmente fez seu último Mundial.
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Problemas nos bastidores
A exemplo da seleção brasileira, Portugal também enfrentou muitos problemas nos bastidores. Antes de a Copa começar, vazaram fotos do elenco curtindo descanso e pegando sol. Torcedores e comentaristas esportivos entenderam que os jogadores estavam negligenciando o dever de treinar.
Depois veio a estreia na Copa e um empate frustrante com Congo, que apronfudou a crise e reabriu feridas. O técnico Roberto Martínez foi pressionado a sacar do time titular Cristiano Ronaldo, que teve rendimento baixo, mas quem perdeu posição mesmo foi Bernardo Silva (dias depois de ser anunciado como reforço do Real Madrid).
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A classificação para o mata-mata veio com dois empates (contra Congo e Colômbia) e uma vitória (contra Uzbequistão). A melhor exibição foi também em um dos melhores jogos da Copa: contra Croácia.
No entanto, contra Espanha velhos problemas ressurgiram: Bruno Fernandes, Vitinha e João Neves muito a baixo do que rendem nos seus times. O trio de ataque também jogou mal. No fim das contas, foi uma Copa decepcionante de Portugal.