Galvão critica Ancelotti e pede paciência com novatos: ‘Que não se queimem os jovens’
Galvão elogia desempenho do goleiro da Noruega e critica mudanças promovidas por Ancelotti, sobretudo colocando Neymar
A primeira Copa do Mundo de Carlo Ancelotti como técnico foi também a que marcou a pior eliminação brasileira desde a Copa do Mundo de 1990. À época, o Brasil caiu para a Argentina, mas conquistaria o tetra quatro anos depois. O narrador Galvão Bueno, de 75 anos e que cobriu 14 Copas, não poupou o treinador italiano das críticas, principalmente pelas mudanças no segundo tempo.
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“Ancelotti é um grande técnico. Eu sempre elogiei o trabalho dele, ele vinha fazendo um belíssimo trabalho, mas eu acho que ele falhou quando fez as últimas alterações. Quando ele botou o Endrick, ele quase fez um gol. Mas aí ele coloca o Neymar, na esperança de ele decidir o jogo junto com Vini Jr. pela esquerda, e joga o Endrick lá para a direita, ou seja, mata a jogada do Endrick. O Neymar não pode ser centroavante, fazendo pivô e disputando bola no meio dos zagueiros. Ficou um buraco pela esquerda, o Brasil jogou errado, tomou o segundo gol. Agora é voltar para casa”, lamentou o narrador.

Poupou os novatos
Galvão repetiu as palavras do capitão Marquinhos, que ao final da partida pediu paciência com os jogadores mais novos do elenco, que tendem a permanecer para o próximo ciclo com Ancelotti.
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“Eu repetiria as palavras do Marquinhos. O trabalho foi sério, vinha melhorando a cada jogo, e que não se queimem os jovens que vão continuar com o Ancelotti para a próxima Copa do Mundo. Temos muitos jogadores jovens muito bons para que se faça um trabalho, quem sabe se repete. Em 90 fomos tão mal, caímos também no quarto jogo, as oitavas de final, agora é que as oitavas foram cinco jogos, e quatro anos depois muitos daqueles jogadores conquistaram o tetracampeonato”, afirmou.

Chances perdidas
Galvão lamentou o pênalti perdido no primeiro tempo, por Bruno Guimarães, e as oportunidades da etapa final, principalmente com Endrick, aos 13 minutos, quando finalizou, cara a cara com o goleiro Nyland, para fora.
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“Quando estava 1 a 0, o Brasil teve duas chances de gol. Uma impressionante que é o detalhe que faz a diferença no jogo e que faz a desclassificação. Iria ser um gol contra. O goleiro que foi o herói da Noruega. Não foi o Haaland, porque gol ele faz sempre. O goleiro é que foi o herói, com as defesas que fez, pegar pênalti e tudo. O zagueiro disputou uma bola, chutou para cima, ela iria cair dentro do gol, eu tomei o fôlego para gritar o gol, e o goleiro conseguiu, de onde estava, pular para trás, tocar com a ponta do dedo na bola e ela bater na trave”, disse.
Além destes lances, Galvão relembrou a disputa de bola do zagueiro Ajer que quase encobriu o goleiro Nyland. Seria o empate do Brasil. Por fim, o cruzamento malsucedido de Casemiro, já no final da partida.

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“Depois o Casemiro, na única jogada que se esperava realmente com a entrada do Neymar, que Neymar e Vini Jr. fizessem pela esquerda, e o Casemiro podia ter tocado por baixo para alguém fazer, podia ter tocado por baixo para alguém fazer, tentou um chute, mas pegou tão mal na bola. Ele cruzou mas foi com tanta força que ela não saiu nem pela linha de fundo e nem pela linha de lado. Um desses dois lances, mas principalmente aquele do goleiro, teria levado o jogo para prorrogação, mas não estava escrito que seria assim”, finalizou.
Nesta Copa do Mundo, Galvão Bueno narrou os jogos do Brasil pelo SBT e pela NSports, marcando a sua despedida definitiva das narrações de Mundiais.
