NAMING RIGHTS

Palco do tri da Seleção Brasileira, Estádio Azteca vai mudar de nome durante a Copa

Icônico templo do futebol mundial receberá terceiro mundial de sua história em 60 anos de existência

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Pelé comemora o título da Copa do Mundo de 1970 (Foto: Divulgação/X/@fifaworldcup/via CBF)

O lendário Estádio Azteca, ícone do futebol mundial e palco de conquistas épicas como o tricampeonato mundial do Brasil em 70 e o bi da Argentina de Maradona em 86, vai mudar de nome para receber a sua terceira Copa do Mundo, que começa daqui a 13 dias.

Pela regra da Fifa, os estádios das Copas não podem utilizar os nomes de patrocinadores, ou os chamados “naming rights”, quando uma empresa paga para associar o seu nome a um espaço físico, evento ou propriedade. No caso do Azteca, passou a se chamar Estádio Banorte em março de 2025, após fechar um contrato de 12 anos com a instituição financeira.

Estádio Banorte, o icônico Azteca (Foto: Jorge Pantaleon/Pexels)

Exclusivamente para o Mundial de 2026, o Estádio passará a ser chamar Estádio Azteca Cidade do México. A mudança valerá somente durante o torneio. Desse modo, a praça esportiva passa a ter um nome neutro, relacionado à cidade ou região onde ele se localiza.

No México, as outras duas arenas que não poderão utilizar nomes comerciais durante a competição são o Estádio BBVA (Estádio Monterrey) e o Estádio Akron (Estádio Guadalajara).

Seis décadas de glórias em Copas

Principal templo do futebol mexicano, o estádio que celebrou 60 anos desde a sua inauguração em 29 de maio de 1966, com capacidade para 100 mil espectadores, ficou fechado para reformas por 671 dias.

O estádio recebeu duas das jogadas mais famosas do futebol mundial: o tricampeonato de Pelé (1970) e o famoso “Gol do Século” de Diego Maradona (1986), em que o craque argentino partiu do campo de defesa, driblou cinco jogadores ingleses e até o goleiro Peter Shilton, numa corrida histórica de 60 metros em 10 segundos. Veja a seguir

Além disso, nessa mesma partida, o camisa 10 marcou ainda o polêmico gol de mão, batizado pelos hermanos de “La Mano de Dios”, a mão de Deus, em português, que selou a classificação dos sul-americanos à semifinal do torneio.

Em 1970, foi no Azteca que Pelé marcou o primeiro gol da Seleção na final. O Rei ainda deu a assistência magistral para o petardo disparado pelo capitão Carlos Alberto Torres pela direita, selando a vitória por 4 a 1 sobre a Itália e, consequentemente, o inédito tricampeonato mundial.

Copa de 2026

Nesta Copa do Mundo, o estádio irá receber o jogo de abertura entre México e África do Sul, pelo Grupo A, no dia 11 de junho. Seis dias depois, sediará o duelo entre Colômbia e Uzbequistão, pelo Grupo K.

No dia 24, o México volta ao Azteca para enfrentar a República Tcheca, ou Tchéquia. Já nos dias 30 de junho e 5 de julho, o estádio receberá partidas de mata-mata da Copa, sendo o primeiro da fase 16 avos-de-final e o segundo válido pelas oitavas.

Vista do Estádio Banorte (Foto: Jorge Pantaleon/Pexels)