GRUPO E

Seleção do Equador terá atleta alemão no jogo contra Alemanha

Atacante titular da seleção do Equador nasceu em Hamburgo, na Alemanha, e é filho de mãe equatoriana e de pai ganês

Seleção do Equador terá atleta alemão no jogo contra Alemanha (Foto: Instagram)
Seleção do Equador terá atleta alemão no jogo contra Alemanha (Foto: Instagram)

(O Globo) O atacante John Yeboah, titular da seleção do Equador, nasceu em Hamburgo, na Alemanha, e irá enfrentar seu país natal no duelo decisivo desta quinta-feira, às 17h (de Brasília), pela terceira rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Após a derrota para o Equador e o empate com Curaçao, o time equatoriano precisa vencer os alemães, e conta com Yeboah para balançar as redes e avançar de fase.

Filho de pai ganês e mãe equatoriana, o atacante disputou as categorias de base da Alemanha, do sub-16 ao sub-20, mas escolheu defender o país de origem da sua mãe.

— A Alemanha é um país que me proporcionou muitas oportunidades, tanto no futebol quanto na vida, mas meu coração e minha alma obviamente pertencem ao Equador. Estou pronto para dar tudo de mim pela seleção — disse o jogador em janeiro deste ano.

Em sua carreira de jogador profissional, Yeboah passou por clubes da Alemanha, Holanda, Polônia e agora Itália, onde defende o Venezia. Pela seleção equatoriana, ele estreou em 2024 e fez parte da campanha que terminou com o segundo lugar nas Eliminatórias. No total, são 25 jogos e três gols marcados.

O camisa 9, que conhece bem os alemães, atua como ponta direita e tenta ajudar o Equador a fazer seu primeiro gol nessa Copa do Mundo. A seleção perdeu por 1 a 0 para Costa do Marfim, na estreia, e depois ficou no empate sem gols com Curaçao. Agora, porém, precisa desencantar e vencer logo o jogo mais difícil da chave.

Com o número recorde de 48 seleções, um Mundial ainda mais globalizado ampliou também as histórias de atletas com diferentes origens, podendo tornar cenas como essa mais comuns.

Em um levantamento, dos 1.248 atletas convocados para o Mundial, 292 não nasceram nos países pelos quais defenderão a bandeira — uma média de um a cada quatro jogadores na Copa. Os motivos são variados e vão de naturalização tardia à captação ativa de descendentes com potencial de agregar esportivamente ao país.