“Munição passou perto da minha cabeça”: suspeito de chacina em Formosa alega legítima defesa
Matusalém Silveiro afirmou, em um vídeo, que apenas reagiu depois que um dos ocupantes da camionete atirou contra ele
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O sargento aposentado da Polícia Militar de Goiás, Matusalém Silverio da Silva, que é apontado como suspeito de participação em uma chacina que deixou quatro mortos na terça-feira (11/8) em Formosa, alegou ter agido em legítima defesa. Na noite de quarta-feira (12/8), ele, o filho, e um irmão de criação que também teriam participado do tiroteio se apresentaram à polícia.
Horas antes de se apresentar com um advogado e os dois parentes na sede do Grupo de Invesitgações de Homicídios (GIH) de Formosa, o sargento Matusalém Silveiro afirmou, em um vídeo, que apenas reagiu depois que um dos ocupantes da camionete atirou contra ele.
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“Meu filho ligou dizendo que estava sendo seguido por homens de São Paulo e chegou em casa desesperado. Logo em seguida meu irmão de criação também apareceu, e, atrás dele, a camionete. Quando eu saí na porta, alguém atirou, a munição passou bem perto da minha cabeça, então eu apenas reagi”, alegou o militar.
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Antes da apresentação dele no GIH de Formosa, o delegado que investiga o caso, José Antônio Sena afirmou à imprensa que nenhuma hipótese estava descartada, inclusive a de que as vítimas possam ter caído em uma emboscada. O investigador também disse que vai apurar se a pistola encontrada ao lado de um dos corpos realmente pertencia a um dos mortos, ou se teria sido “plantada” no local.
O vídeo de um comércio, que mostrou que os ocupantes da camionete foram recebidos com tiros mesmo antes de estacionar, deve ajudar a polícia e a perícia a entenderem a dinâmica dos fatos. Os indícios são que os quatro homens que acabaram mortos foram até Formosa para receber uma dívida de R$ 250 mil junto ao filho do policial, referente à compra de um caminhão prancha.
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Os quatro mortos foram identificados como Gustavo Aurélio e André Ferreira, que moravam em Casa Branca, São Paulo, e Luiz Antônio Rodrigues, o “Nego do feijão”, e Gustavo Fernandes, sobrinho dele, que viviam em São João da Aliança, Goiás. O teor do depoimento dos três suspeitos que se apresentaram na noite de ontem ainda não foi relatado à imprensa.