‘Vai dar m…’, diz jornalista brasileiro sobre jogo entre Argentina e Inglaterra
Argentina e Inglaterra disputam semifinal de Copa em jogo que fará submergir rivalidade de mais de 40 anos, que nasceu em guerra
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A expectativa em torno da partida entre Argentina e Inglaterra é a de que seja um bom jogo de futebol, mas o risco de violência fora das quatro linhas preocupa. Além de valer uma vaga em final de Copa do Mundo, esse é um confronto que fará submergir histórias antigas, ressentimentos e rivalidade. O jornalista Danilo Lavieri, do portal UOL, disse nesta segunda (13) que tem o pressentimento de que “vai dar m… “.
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“Nesse jogo Argentina e Inglaterra… eu tô sentindo que vai dar m…. na porta do estádio. Já tá dando m…. na Espanha, aqui em Miami, nos Estados Unidos, eu acho que o clima desse jogo vai passar do razoável”, afirmou Lavieri no programa Posse de Bola.
O desentendimento entre ingleses e argentinos nasceu em 1982, ano em que os dois países travaram um conflito armado pelo controle das Ilhas Malvinas. Esse episódio, conhecido como Guerra das Malvinas, resultou na morte de 649 soldados da Argentina e 255 da Inglaterra e terminou com os britânicos recuperando a posse do arquipélago.
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Quatro anos depois, os dois países entraram em guerra de novo – mas dentro dos gramados. Foi em uma partida das quartas de final da Copa de 1986. A bola ricocheteou de um lado para o outro na entrada da área do goleiro Peter Shilton e Diego Maradona usou a mão para marcar o gol. Como não havia VAR na época e o juiz Ali Ben Nasser não viu a irregularidade, o lance foi validado.
A bola desse gol, que ficou conhecido como ‘la mano de Diós’, encontra-se à venda em uma casa de leilão em Dallas pelo preço estimado em 10 milhões de dólares, ou 52 milhões de reais. Minutos depois, Maradona ainda faria um dos gols mais bonitos da carreira dele, partindo do meio de campo e chegando quase dentro do gol de Shilton. Resultado final: 2 a 1.

Em 1998 aconteceu um novo capítulo dessa rivalidade, outra vez na Copa. O jogo estava empatado em 2 a 2 (gols de Alan Shearer, Michael Owen, Gabriel Batistuta e Javier Zanetti) quando David Beckham revidou um entrada dura que havia sofrido de Diego Simeone, hoje técnico do Atlético de Madrid, e foi expulso. Com um a menos, a Inglaterra sucumbiu ao poderio argentino e foi eliminada.
“Houve muitas ameaças e não somente contra mim, mas também contra toda a minha família. Essa foi a parte mais difícil”, disse Beckham na época. “Cheguei a pensar em jogar no exterior. Tinha apenas 23 anos e queria jogar pela equipe que amava, mas muitos me diziam que não deveria ir a determinados estádios na Inglaterra. Nesses momentos, ou você vai para casa chorar ou luta”.

O último ato ocorreu em 2002. Outra vez em campo, Beckham liderou a seleção inglesa em vitória por 1 a 0 contra Argentina na fase de grupos do Mundial. O gol foi dele, de pênalti. O resultado contribuiu para que a Argentina fosse eliminada ainda na primeira fase. A Inglaterra seria eliminada pelo Brasil, nas quartas de final, no jogo que ficou marcado pelo antológico gol de falta de Ronaldinho Gaúcho.