Dono da SAF do Botafogo, John Textor é afastado da direção da Eagle Football Holdings
Apesar do afastamento, John Textor seguirá no comando da SAF do Botafogo
John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, foi afastado oficialmente da Eagle Football Holdings (EFH), empresa que controla o clube brasileiro e o Lyon. Segundo comunicado da empresa, o norte-americano foi removido de sua posição no último dia 27 de janeiro. O estopim do afastamento foi uma tentativa do empresário de afastar integrantes independentes da estrutura de governança da Eagle.
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Com essa ação, a Ares Management — empresa que havia acionado uma cláusula de proteção de crédito na Justiça britânica contra a EFH — interpretou o movimento como um risco. Diante disso, exerceu garantias contratuais previstas para situações de descumprimento do acordo.
Apesar do afastamento de John Textor da Eagle, que segue como controladora do Botafogo, o empresário permanece no comando da SAF alvinegra. Isso porque a gestão só pode ser alterada por decisão do Conselho da SAF ou por meio de decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ainda assim, existe a possibilidade de que ele venha a ser afastado do cargo posteriormente.
Textor se pronunciou por meio de nota e afirmou que seu afastamento faz parte de uma “guerra civil”. “O resultado dessa decisão é uma lamentável guerra civil que transformou uma organização esportiva solidária, colaborativa e incrivelmente bem-sucedida (em busca de troféus em todos os mercados) em um atoleiro financeiro. O clube financeiramente mais forte do Brasil, que enviou dinheiro e jogadores para o então líder da Liga Europa, foi deixado à deriva, com grandes contas a receber intragrupo em aberto, sob a direção de um ‘conselho secreto’ na França, o que constitui uma clara violação da lei francesa”, publicou o americano.
Entenda a situação
Em 2022, a Ares Management emprestou 425 milhões de euros — aproximadamente R$ 2,582 bilhões — para que a Eagle adquirisse o Lyon, da França. Até o momento, porém, a empresa recebeu apenas 175 milhões de euros, montante repassado após a venda do Crystal Palace, da Inglaterra, em 2025.
Com uma dívida elevada, a Eagle recebeu o prazo de duas semanas para quitar os 250 milhões de euros restantes — cerca de R$ 1,518 bilhões —, mas o pagamento não foi realizado. Diante do descumprimento, a Ares acionou a cláusula de proteção de crédito contra a EFH.