Árbitro aciona protocolo antirracismo em jogo do Atlético
A denúncia ao juiz partiu do goleiro do Dragão, Paulo Vítor, que se dirigiu ao árbitro antes mesmo do fim da partida, já nos minutos finais dos acréscimos
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A partida entre Juventude e Atlético teve um episódio lamentável na noite deste sábado (5). Nos minutos finais do empate em 2 a 2 no Estádio Alfredo Jaconi, o árbitro Ramon Abatti Abel acionou o protocolo de racismo no Estádio Alfredo Jaconi em Caxias do Sul.
A denúncia ao juiz partiu do goleiro do Dragão, Paulo Vítor, que se dirigiu ao árbitro antes mesmo do fim da partida, já nos minutos finais dos acréscimos.
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No protocolo, o árbitro da partida faz o gestor de X, cruzando os braços. Trat-se de um procedimento oficial criado para dar poder imediato aos árbitros na paralisação ou encerramento de partidas de futebol em casos de discriminação e racismo.
De acordo com o gerente de Marketing e Comunicação Atlético, Bruno Daniel, o goleiro Paulo Vítor denunciou ao árbitro da partida que teria sido chamado de “macaco”, e que a ofensa teria vindo da arquibancada onde estavam torcedores do Juventude.
Ainda segundo Bruno Daniel, o goleiro também foi ouvido por policiais que estão tentando identificar quem teria sido o autor da ofensa ao atleta rubro-negro. Até o momento não há informações sobre os responsáveis.

Em entrevista coletiva após a partida, o presidente do Atlético Adson Batista foi questionado sobre a denúncia feita pelo goleiro, e espera que tudo seja apurado e que as medidas sejam tomadas.
“Eu estava no camarote, não tive a oportunidade ainda de falar com o jogador. Eu sei que a polícia está averiguando junto ao jogador. O jogador não vai inventar esse tipo de coisa, então tem que ser bastante apurado, para não ser injusto e, naturalmente, tomar a medidas certas”, disse o dirigente.