Qual o problema do Vila Nova fora de casa? Confira opiniões
Tigrão soma apenas três vitórias em 11 jogos como visitante e acumula cinco derrotas consecutivas fora de casa na competição nacional
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O desempenho do Vila Nova como visitante tem sido um dos principais obstáculos da equipe na luta pelo acesso à Série A. Em 11 partidas disputadas longe de Goiânia, o Colorado venceu apenas três vezes, empatou duas e perdeu seis, sendo que as cinco derrotas mais recentes aconteceram de forma consecutiva. O último resultado positivo fora de casa foi no dia 31 de maio, contra o Londrina, pela 11ª primeira rodada.

A sequência negativa fora de casa tem gerado debates entre analistas do futebol goiano. Para comentaristas ouvidos pelo Mais Goiás, fatores como postura tática, aspecto psicológico e falta de personalidade ajudam a explicar a queda de rendimento da equipe quando atua longe do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA).
Para Nivaldo Carvalho, das Feras do Esporte, a principal deficiência do Vila Nova está no comportamento dos jogadores. “É um time sem personalidade. Fora de casa os jogadores não conseguem trocar três passes, erram muito, marcam mal e tomam gols de maneira muito fácil. O Vila tem atletas experientes, mas demonstra medo de atacar a bola e de enfrentar o adversário”, analisou.
Na avaliação do comentarista, as falhas defensivas têm sido recorrentes durante a competição, principalmente em lances de bola aérea e na marcação dentro da área. Nivaldo também acredita que o perfil do técnico Guto Ferreira influencia nesse cenário.
“O Guto não é um treinador vibrante, essa é a característica dele. Em casa, quem passa essa energia para os jogadores é a torcida. Fora, isso não acontece”, completou.
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Comportamentos diferentes
Já Gerliézer Paulo, do canal Futebol 62, entende que a explicação passa por dois fatores principais: o lado psicológico e a estratégia adotada pelo treinador. Segundo ele, o Vila apresenta comportamentos completamente diferentes atuando em Goiânia e como visitante. Enquanto em casa a equipe pressiona desde os primeiros minutos, com marcação alta e tentando controlar a posse de bola, fora a postura muda.
“O Guto opta por estratégias diferentes. Fora de casa o Vila espera mais o adversário, joga com linhas baixas e aposta em um jogo reativo. Muitas vezes nem consegue fazer a transição ofensiva, acaba sofrendo pressão e leva gols, como aconteceu recentemente”, afirmou.

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Modelo de jogo
Para Evandro Gomes, da Rádio CBN Goiânia, o modelo de jogo também pesa no baixo aproveitamento do Colorado. O comentarista acredita que o Vila entra em campo priorizando não sofrer gols e buscando decidir a partida em um contra-ataque. Quando esse plano não funciona, a equipe perde o controle emocional.
“O Vila sai de Goiânia para não tomar gol e tentar fazer um no contra-ataque. Quando sofre um gol cedo, se desespera. Também falta personalidade aos jogadores, que atuam de uma forma em casa e de outra fora. Eles se acovardam e jogam apenas para não perder”, avaliou.
Evandro ainda fez um alerta sobre a sequência da competição. “Se continuar assim, eu temo pelo acesso do Vila Nova à Série A.”
Apesar da campanha consistente como mandante, o desempenho longe de Goiânia tem impedido o Colorado de se firmar entre os primeiros colocados da Série B. Com apenas 11 pontos conquistados em 33 disputados como visitante, um aproveitamento de 33,3% , a equipe terá de melhorar seu rendimento fora de casa caso queira seguir forte na briga pelo acesso à elite do futebol brasileiro.