STJD vê agressão e Petros é suspenso por 180 dias
Jogador é culpado de agredir o árbitro Raphael Claus durante o clássico contra o Santos, em partida válida pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro
Ir direto pra matériaO volante Petros, do Corinthians, foi punido com 180 dias de suspensão por decisão equilibrada dos auditores no início da noite desta segunda-feira. A 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) considerou o jogador culpado de agredir o árbitro Raphael Claus durante o clássico contra o Santos, em partida válida pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Dos cinco auditores presentes, três consideraram Petros culpado.
A procuradoria do STJD viu o empurrão como proposital e enquadrou Petros no artigo 254, parágrafo 3º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), referente à agressões durante a partida, especificamente contra os árbitros. A pena mínima prevista era de 180 dias de suspensão.
No julgamento, o advogado do Corinthians, João Zanforlin, tentou desqualificar a denúncia do artigo 254, que previa pena de no mínimo 180 dias, para tentar enquadrá-lo no 258, que tem punição mais branda.
O meia Petros compareceu ao Tribunal e se defendeu. “Não existe possibilidade de agressão ao árbitro. Se o jogador Alison, do Santos, não me desse um tostão eu não tocaria no árbitro. Daria tempo de fazer a diagonal e chegar à bola. Quando eu levantei a cabeça, o árbitro já estava muito em cima de mim, não consegui desviar”, justificou-se.
A procuradoria, contudo, insistiu na tese de agressão ao árbitro. “No meio do caminho ele (Petros) desviou de seu caminho para tocar no árbitro. A pena é dura porque não se pode deixar banalizar uma atitude como essa”, disse o sub-procurador geral William Figueiredo.
Os auditores divergiram na interpretação do caso. O relator Felipe Bevilacqua acatou a tese da procuradoria. “Tento sempre preservar os atletas, mas vi a imagem diversas vezes e não consegui me convencer de que não tenha sido uma atitude proposital”. O relator Washington Oliveira foi contrário. “Não vislumbrei intenção de agressão. Se fosse um empurrão contra outro jogador seria considerado agressão? Acho que não. Não podemos botar o árbitro no pedestal.”
Na ocasião do jogo, Petros empurrou o árbitro Raphael Claus com o cotovelo esquerdo depois que ele atrapalhou uma jogada de Jadson, frustrando um ataque do Corinthians. No momento, Claus considerou que o empurrão tivesse sido apenas um encontrão acidental. Por isso, não puniu o jogador, mas vendo o VT da partida acabou registrando em súmula.