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Edging: fetiche em retardar o orgasmo é prejudicial para a saúde? médico responde

Prática popular na internet promete intensificar o prazer

Edging: fetiche em retardar o orgasmo é prejudicial para a saúde? médico responde Prática popular na internet promete intensificar o prazer
Imagem: Reprodução/IA

O edging, prática conhecida por retardar o orgasmo, tem ganhado popularidade nas discussões sobre sexualidade. Embora seja visto por muitos como um fetiche ou técnica para intensificar o prazer, especialistas alertam que o hábito pode trazer alguns impactos para a saúde sexual se for feito de forma exagerada. A dúvida que surge é: o edging é prejudicial para a saúde?

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De forma simples, o edging consiste em estimular o corpo até ficar muito próximo do clímax e, em seguida, interromper ou diminuir a estimulação para evitar o orgasmo. Esse processo pode ser repetido várias vezes antes da ejaculação. A técnica pode ser praticada tanto durante a masturbação quanto durante o sexo com um parceiro, e muitas pessoas relatam que ela aumenta a intensidade do orgasmo quando ele finalmente acontece.

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Além disso, alguns casais utilizam o método para prolongar a relação sexual e controlar a ejaculação precoce. Ao treinar o corpo para reconhecer o momento próximo do clímax, a pessoa pode aprender a controlar melhor o tempo da relação.

Apesar desses possíveis benefícios, o médico clínico geral Donald Grant, consultor clínico da The Independent Pharmacy, alerta que o uso frequente do edging pode trazer efeitos indesejados ao organismo masculino.

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Segundo o especialista, repetir a prática por longos períodos pode levar a uma dessensibilização do corpo, o que dificulta alcançar o orgasmo em situações comuns de relação sexual.

“Nossos corpos se acostumam rapidamente aos nossos hábitos. Com o uso prolongado da técnica de prolongamento do orgasmo, o corpo pode se dessensibilizar às formas normais de estimulação”, explicou o médico.

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De acordo com Grant, essa adaptação pode acabar afetando a capacidade de manter a excitação, aumentando o risco de disfunção erétil em alguns casos. Isso ocorre porque o organismo passa a depender de um tipo específico de estímulo para chegar ao clímax.

Outro ponto de atenção é o risco de superestimulação. Sessões muito longas de estímulo sexual podem provocar irritações na região genital, principalmente quando não há uso de lubrificante. O atrito excessivo pode causar pequenas lesões ou desconforto na pele.

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O especialista também menciona a chamada tensão testicular, popularmente conhecida como “dor nos testículos”, que pode surgir quando a excitação se prolonga por muito tempo sem que ocorra o orgasmo.

Para evitar problemas, os médicos recomendam moderação na prática do edging. Limitar o tempo das sessões, respeitar os sinais do corpo e utilizar lubrificantes são algumas medidas que ajudam a reduzir riscos.

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