Nora de Andressa Urach revela ter ‘duas vaginas’; o que é útero didelfo?
Maya Braga explicou nas redes sociais como convive com a condição rara
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A influenciadora Maya Braga, de 20 anos, nora de Andressa Urach, chamou a atenção nas redes sociais ao revelar que nasceu com uma condição rara conhecida como útero didelfo, frequentemente associada à presença de “duas vaginas”. A criadora de conteúdo contou que recebe diversas perguntas sobre como convive com a anomalia, especialmente em relação à vida sexual, fertilidade e menstruação, despertando curiosidade sobre uma malformação congênita pouco conhecida.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Maya explicou que descobriu a condição após exames e detalhou como ela afeta sua rotina. “Existem, sim, mulheres com a mesma anatomia rara que eu, e isso se chama útero didelfo. Isso nada mais é que uma anomalia congênita rara, em que a mulher nasce com dois úteros completamente separados, cada um com seu próprio colo e, consequentemente, duas entradas vaginais”, afirmou.
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A influenciadora ressaltou que a condição não a torna diferente das demais mulheres, apenas possui uma anatomia incomum. Ela revelou ainda que mantém relações sexuais apenas por um dos canais vaginais, embora, do ponto de vista anatômico, seja possível utilizar ambos. Segundo Maya, também é possível engravidar por qualquer um dos úteros. “Descobri que em uma das vaginas eu ainda sou virgem”, contou. Ela também afirmou que menstrua pelos dois canais, o que faz com que tenha um fluxo menstrual mais intenso.
O que é útero didelfo?
O útero didelfo é uma malformação congênita rara do aparelho reprodutor feminino. A condição ocorre ainda durante o desenvolvimento embrionário, quando os chamados ductos de Müller, estruturas que normalmente se unem para formar um único útero, não se fundem completamente entre a sexta e a 20ª semana de gestação.
Como resultado, a mulher pode nascer com dois úteros completamente separados, cada um com seu próprio colo do útero. Em alguns casos, a alteração também está associada a um septo vaginal longitudinal, uma parede de tecido que divide internamente o canal vaginal em dois.
Apesar da expressão popular “duas vaginas”, a duplicação acontece apenas nas estruturas internas. Externamente, a mulher possui apenas uma vulva.
‘Duas vaginas’: como funciona a condição?
A chamada duplicidade vaginal é caracterizada justamente pela divisão do canal vaginal por um septo longitudinal. Na prática, a anatomia pode variar bastante de uma mulher para outra.
Em muitos casos, existe um canal vaginal predominante, que é mais amplo ou possui acesso mais fácil, sendo utilizado normalmente durante as relações sexuais. Já o segundo canal pode ser mais estreito ou menos acessível.

Do ponto de vista anatômico, é possível que ocorram relações sexuais por ambos os canais quando existe um septo vaginal completo. No entanto, isso depende das características individuais de cada paciente.
Outro detalhe importante é que, mesmo quando há dois canais vaginais, existe apenas um hímen, localizado na entrada da vagina, e não dois, como muitas pessoas imaginam.
Sintomas do útero didelfo e da duplicidade vaginal
Grande parte das mulheres com útero didelfo ou septo vaginal longitudinal não apresenta sintomas e descobre a condição apenas durante exames ginecológicos de rotina ou na investigação de dificuldades para engravidar.
Quando surgem manifestações, elas podem incluir:
- dor durante as relações sexuais (dispareunia);
- cólicas menstruais intensas;
- fluxo menstrual mais intenso;
- sangramento irregular;
- dificuldade para inserir ou remover absorventes internos;
- sangramento mesmo com o uso de absorvente interno, quando o sangue escoa pelo outro canal vaginal;
- laceração do septo durante a relação sexual.
Nos casos em que um dos canais vaginais apresenta obstrução parcial ou total, podem surgir sintomas mais importantes, como dor pélvica intensa durante o período menstrual, acúmulo de sangue menstrual (hematocolpos), sensação de pressão na pelve, sintomas urinários e até retenção urinária.

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Duas vaginas: útero didelfo pode afetar a gravidez?
Ter útero didelfo não impede uma mulher de engravidar. Muitas pacientes conseguem ter uma gestação saudável e levar a gravidez até o fim.
Entretanto, especialistas apontam que a condição aumenta o risco de algumas complicações obstétricas, como aborto espontâneo, parto prematuro, posição pélvica do bebê e maior probabilidade de cesariana. Por esse motivo, quando a gravidez acontece, o acompanhamento costuma ser considerado de maior risco.
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Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico do útero didelfo pode ser realizado por exames como ultrassonografia, especialmente o ultrassom transvaginal ou em 3D, além de ressonância magnética, histerossalpingografia e, em situações específicas, histeroscopia ou laparoscopia.
Na maioria das mulheres, nenhum tratamento é necessário quando a condição não provoca sintomas ou dificuldades reprodutivas. Quando há dor durante as relações sexuais ou desconforto provocado pelo septo vaginal, podem ser indicadas fisioterapia do assoalho pélvico, aconselhamento sexual e, em casos selecionados, cirurgia para remoção do septo.
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