Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026
primeira em 200 anos

Mulher no corredor da morte faz pedido especial sobre sua execução; veja qual

Americana será a primeira executada desde 1819 no estado do Tennessee

Por - Goiânia, GO
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Mulher no corredor da morte faz pedido especial sobre sua execução; veja qual Christa Pike condenada à morte executada no Tennessee

Corredor da morte: Christa Pike, de 50 anos, condenada à morte no Tennessee, nos Estados Unidos, fez um pedido incomum à Justiça antes da execução marcada para 30 de setembro. Ela quer que a equipe responsável por sua execução seja formada exclusivamente por mulheres.

O pedido está relacionado a abusos sexuais sofridos por Christa no passado. Caso a solicitação não seja atendida, ela afirma preferir outro método de execução, que sequer é utilizado atualmente no Tennessee: o enforcamento.

Christa diz estar “aterrorizada” com a possibilidade de ser submetida à injeção letal por homens. No estado, a execução por injeção letal é o método adotado atualmente. A cadeira elétrica também pode ser utilizada em casos específicos, como crimes cometidos antes de 1º de janeiro de 1999 ou quando a injeção letal estiver indisponível.

A forca foi abolida legalmente no Tennessee em 1913 e a prisão de segurança máxima de Riverbend, onde são realizadas as execuções, não possui estrutura para esse tipo de procedimento. O governador do estado, Bill Lee, também não tem poder legal para autorizar a mudança do método exclusivamente para o caso de Christa.

Ela é a única mulher atualmente no corredor da morte do Tennessee e, caso a execução seja realizada na data prevista, deverá ser a primeira mulher executada pelo estado em mais de 200 anos.

O crime da mulher condenada à morte

Christa foi condenada em 1995 pela tortura e assassinato de Colleen Slemmer, de 18 anos. O crime foi cometido com a participação do então namorado de Christa, Tadaryl Shipp, e de uma amiga, Shadolla Peterson. Segundo a promotoria, Christa acreditava que Colleen tentava “roubar” seu namorado.

Em 12 de janeiro de 1995, Colleen foi atraída para uma área arborizada no campus agrícola da Universidade do Tennessee. Segundo os relatos do caso, ela foi espancada e esfaqueada diversas vezes. Um pentagrama chegou a ser entalhado em seu peito. O corpo foi encontrado por um zelador no dia seguinte.

Christa e Tadaryl teriam levado um pedaço do crânio da vítima como uma espécie de “lembrança” do crime. O caso ganhou repercussão nacional.

Um pedido de clemência apresentado em favor da mulher no corredor da morte ainda está pendente.

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