Sexta-feira, 31 de Julho de 2026
Eleições 2026

Ainda incerto, PT busca nome e alianças para disputar governo de Goiás

Com dificuldade histórica nas disputas ao governo de Goiás, partido avalia composição e concentra esforços nas chapas proporcionais

Felipe Cardoso
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
Foto mostra deputada e presidente do PT Goiás, Adriana Accorsi

Paira nos bastidores do PT goiano uma preocupação, ainda que discreta, em relação aos rumos do partido nas eleições de 2026. Enquanto outros partidos movimentam a passos largos a candidatura de pré-candidatos ao Palácio das Esmeraldas, a sigla segue estagnada em um período considerado decisivo: a pré-campanha. O partido tem buscado nomes e alianças, mas o futuro da disputa ainda é incerto.

Internamente, lideranças avaliam que este é o momento de articulação política e construção de alianças sólidas. “Primeiro a gente monta o elenco, depois coloca o time em campo. É assim que deve ser”, afirmou um nome ligado ao partido, que não esconde o receio em relação ao fator tempo.

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A única certeza entre os petistas é que o partido oferecerá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um palanque em Goiás. Quem estará nele, no entanto, ainda é incerto. Nos bastidores, cresce a avaliação de que o PT pode sequer lançar candidatura própria ao governo e optar por compor com outro nome que ligado ao mesmo campo político.

Fator desempenho

O histórico eleitoral pesa nas discussões internas. No melhor desempenho da legenda em disputas pelo governo goiano, a então candidata Marina Sant’Anna alcançou 15,17% dos votos. No entanto, esse feito foi há mais de 20 anos, na eleição de 2002. De lá para cá, o cenário se tornou cada vez menos otimista. Em 2014, Antônio Gomide obteve 10,09%. Depois disso, os números encolheram: Kátia Maria terminou a corrida com 9,15%, e, quatro anos depois, Wolmir Amado registrou 6,98%.

Três últimos candidatos do PT na disputa ao governo de Goiás (Foto: Reprodução/Colagem)

Caso a deputada federal Adriana Accorsi, considerada o nome mais competitivo da legenda, não entre na disputa, o temor é que o partido registre, pela quarta vez consecutiva, um resultado inferior ao da eleição anterior. Nos bastidores, circula a informação de que, apesar do desejo do presidente Lula, Adriana tende a buscar a reeleição à Câmara dos Deputados.

Fora Adriana, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno é citado como alternativa, mas não empolga parte da militância em razão de sua menor penetração política quando comparado à federal.

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Um nome lembrado, porém fora dos quadros do partido, é o da vereadora Aava Santiago, atual presidente do PSB em Goiás. A ex-tucana, no etnanto, ainda é tratada como incógnita e demonstra interesse real na disputa por uma vaga em Brasília.

Vereadora Aava Santiago é dirigente do PSB em Goiás (Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Goiânia)

Diante de um cenário considerado desafiador para o governo, o PT tem concentrado esforços na formação das chapas para deputado estadual e federal, onde avalia ter maior potencial competitivo e necessidade de reforço das bancadas no Congresso. A expectativa interna é que a definição sobre os rumos da legenda para 2026 ocorra até o fim de maio, quando um nome será anunciado ao eleitor goiano.

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