Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026
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Após campanha de Lula aceitar 19 condições para abrir sigilo, Flávio amplia lista de exigências

Senador passou a cobrar também mensagens, ligações e extratos de ex-assessor do presidente

Por - Goiânia, GO
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Após lula aceitar 19 condições para abrir sigilo, Flávio amplia lista de exigências Campanha de Lula informou que não se opõe

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, ampliou a lista de exigências para autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, mesmo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitar as 19 condições apresentadas inicialmente. Em nova manifestação divulgada na noite de quarta-feira (21), Flávio incluiu pedidos adicionais relacionados a despesas da Presidência, comunicações de um ex-assessor do petista e registros de acesso a prédios do governo federal.

Lula anunciou que atenderá às condições e informou que pretende comparecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h, para formalizar a autorização. O presidente também convidou o adversário a apresentar, no mesmo momento, a autorização para a abertura de seus próprios sigilos.

Entre as novas exigências de Flávio estão a divulgação de todas as movimentações financeiras do Instituto Lula desde sua fundação, além de mensagens de WhatsApp, registros de ligações, extratos bancários e faturas de cartões de crédito de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.

O senador também voltou a cobrar a divulgação integral dos gastos com cartões corporativos da Presidência, incluindo as despesas da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, além de registros de visitantes do Palácio do Planalto e de entradas no Palácio da Alvorada que estejam sob sigilo.

O que Flávio passou a exigir de Lula?

A nova lista amplia os pedidos apresentados anteriormente ao TSE e inclui as seguintes exigências:

  • Instituto Lula: divulgação de todas as movimentações financeiras da instituição desde a fundação, além dos sigilos telefônico e de mensagens de Paulo Okamotto, dirigente do instituto.
  • Marcola: acesso às mensagens de WhatsApp, ligações telefônicas, extratos bancários e faturas de cartões de crédito do ex-assessor de Lula.
  • Cartões corporativos: divulgação integral dos extratos, incluindo os gastos atribuídos à primeira-dama Janja.
  • Visitantes do Planalto: apresentação de todos os registros de acesso ao palácio e de detalhes da reunião entre Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro, realizada em 4 de dezembro de 2024.
  • Palácio da Alvorada: divulgação dos registros de entrada que foram mantidos sob sigilo por determinação do governo.
  • Roberta Luchsinger e Frei Chico: apresentação de informações sobre relações da empresária com o governo, registros de acesso a palácios presidenciais e viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), além da abertura dos sigilos do sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.

Lula aceita abrir novos sigilos

A decisão de Lula foi anunciada pelo coordenador político de sua campanha, Camilo Santana, que afirmou que o presidente não se opõe às condições apresentadas por Flávio. Segundo ele, a documentação seria protocolada no TSE na manhã desta quinta-feira (22), com a expectativa de que o senador também formalize a abertura de seus dados.

A disputa começou durante o debate presidencial da TV Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a autorizar a divulgação de seus sigilos. Na terça-feira (20), o presidente apresentou à Justiça Eleitoral uma autorização para a abertura de seus próprios dados e de informações de familiares, condicionada a uma medida equivalente do adversário.

Na quarta-feira (21), Flávio apresentou uma petição ao TSE autorizando a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos, mas condicionou a medida ao atendimento de uma série de exigências relacionadas a Lula e pessoas próximas ao presidente.

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