Caiado diz que Brasil precisa de “um governo que pensa” e critica falta de planejamento federal
Em podcast, ex-governador disse que país carece de políticas estruturantes e voltou a responsabilizar gestão Lula por endividamento
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o Brasil enfrenta um cenário de falta de planejamento e de políticas estruturantes voltadas ao desenvolvimento de longo prazo. Durante participação no podcast Pod Pec, na última segunda-feira (11/5), ele defendeu que o país precisa de “um governo que pensa”.
“O Brasil não soube fazer políticas estruturantes pensando no longo prazo. Falta um governo que pensa. Com o PT governando, o que temos é a briga se foi golpe, se não foi golpe. E o que o Brasil quer nesse momento é política de resultado, de entregas para a população. Não se governa brigando, se governa construindo. Isso que eu fiz em Goiás”, declarou.
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Na entrevista, Caiado voltou a criticar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o Partido dos Trabalhadores sempre foi adversário da agropecuária brasileira. Ele também responsabilizou o governo federal pelo endividamento de diferentes setores da economia.
Segundo o ex-governador, a atual gestão “quebrou todos os segmentos produtivos do país”, citando como exemplo prestadores de serviço, indústria, comércio, renda familiar e a própria agropecuária. “O governo estimulou a gastança, depois elevou a taxa de juros. Isso provoca uma incapacidade de poder pagar”, afirmou.
Ao falar sobre políticas públicas voltadas ao setor produtivo, Caiado mencionou como referência o período do ex-presidente Ernesto Geisel, destacando a criação do Proálcool, em 1975. Para ele, o país deixou de investir em alternativas energéticas, apesar de possuir matéria-prima suficiente para se tornar líder mundial em combustíveis renováveis.
O pré-candidato também criticou o programa Desenrola, criado pelo governo federal para renegociação de dívidas. “Ora, quem enrolou o povo não foi você? [disse direcionado ao presidente] Agora você quer desenrolar o que você enrolou? Essa é a realidade”, disse, ao defender que a política de crescimento do país depende diretamente da condução adotda pelo presidente da República.
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Caiado ainda acusou Lula de agir como “advogado de defesa das facções criminosas” ao comentar posicionamentos do governo sobre organizações criminosas e voltou a citar ações desenvolvidas em Goiás na área de terras raras. Segundo ele, o estado avançou no tema antes de o assunto ganhar destaque nacional.
Por fim, destacou resultados de sua gestão na segurança pública goiana e no incentivo à pesquisa e à inovação. De acordo com Caiado, Goiás fez “o dever de casa”, enquanto, na avaliação dele, o Brasil enfrenta aumento da carga tributária, atualmente em 34,2%.