Caiado e Zema se reúnem para discutir aliança, mas encontro termina sem definição
Ex-governadores se encontraram em São Paulo e tiveram conversa sobre possível composição
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) se reuniram na terça-feira (26/5), em São Paulo, para discutir a possibilidade de uma aliança já no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O encontro ocorreu no apartamento onde Caiado passou a morar na capital paulista e teve como foco a construção de um projeto conjunto para disputar o Palácio do Planalto.
A aproximação entre os dois nomes surge diante da tentativa de consolidar uma alternativa à polarização política nacional, hoje representada pelo presidente e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
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Apesar do alinhamento político e da avaliação positiva de aliados sobre uma eventual união, a conversa não terminou em definição. O principal obstáculo para o avanço das tratativas é justamente a disputa pela cabeça de chapa. Nem Caiado nem Zema demonstram disposição, neste momento, para abrir mão de suas pré-candidaturas e aceitar a posição de vice.
Horas após o encontro, Zema admitiu publicamente que não descarta uma composição com o goiano. Entretanto, ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de ser vice de Caiado, respondeu em tom de brincadeira perguntando se não poderia ocorrer o contrário, com Caiado ocupando a vice em uma eventual chapa liderada por ele.
O mineiro também destacou que as articulações ainda estão em estágio inicial e indicou que qualquer definição deve ocorrer apenas próximo ao prazo final das convenções partidárias. “Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data-limite. Porque, na política, é na meia-noite da data-limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente”, afirmou.
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Nos bastidores, a conversa entre os dois pré-candidatos foi recebida com entusiasmo por aliados tanto do PSD quanto do Novo. Integrantes dos dois grupos avaliam que Caiado e Zema possuem visões semelhantes sobre economia, gestão pública e segurança, além de representarem um possível projeto de terceira via competitivo para 2026. O fato de que ambos representam governos bem avaliados também é tido como um fator de peso.
Ainda assim, o entrave envolvendo a composição da chapa é encarado como o principal desafio para o avanço dessa aliança. Zema já havia demonstrado resistência à ideia de ocupar a vice até mesmo em cenários que envolviam o nome de Flávio Bolsonaro, o nome mais forte da direita nas pesquisas de intenção de voto.
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Do lado de Caiado, aliados lembram que o PSD possui uma estrutura partidária mais robusta que o Novo. A legenda é atualmente a mairo do país em número de prefeitos e possui forte presença no Congresso Nacional, fator que reduziria a possibilidade de o goiano abrir mão do protagonismo na disputa presidencial.
Em entrevista ao portal Poder360 após o encontro, Caiado afirmou que Zema reforçou em diferentes momentos o desejo de manter sua candidatura até o fim. Segundo o ex-governador goiano, isso acabou impedindo o avanço das nas negociações, apesar do interesse mútuo em manter diálogo sobre uma possível aliança.
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