Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026
Coluna do João Bosco Bittencourt

Deputado do PSDB diz que mudança vai precarizar serviços do Ipasgo

Parlamentar afirma que projeto representa privatização do instituto

João Bosco Bittencourt
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
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O deputado José Machado (PSDB) diz que a mudança no regime jurídico do Ipasgo vai “não apenas precarizar os serviços de saúde oferecidos, mas desvalorizar o esforço e a dedicação dos profissionais que prestam serviços ao instituto”. O tucano votou contra o projeto do governo estadual, aprovado nesta quarta-feira (20), na Assembleia Legislativa.

Ele classifica a alteração como privatização do instituto e diz que ela “ameaça esse elo, trazendo incerteza e insegurança aos que mais dependem desse serviço”.

José Machado teme que a mudança da natureza jurídica do Ipasgo possa abrir espaço para o “apadrinhamento político”, afetando a independência e a eficiência administrativa do instituto. “A saúde dos servidores públicos não deve ser objeto de barganhas políticas e interesses escusos”, adverte ele.

“Transformar essa instituição em um Serviço Social Autônomo, pode colocar em risco a qualidade e a continuidade desses serviços, que são fundamentais para a dignidade e o bem-estar dessas pessoas”, acrescenta.

“É importante lembrar que, por trás de cada servidor público, há uma família, uma história de vida, sonhos e lutas”, afirma ele. “Não podemos permitir que o mercado e o lucro sejam colocados à frente da saúde e da qualidade de vida de nossos servidores públicos e suas famílias”, protesta.

O parlamentar entende que a falta de transparência no processo de alteração da natureza jurídica do Ipasgo é preocupante. “As justificativas apresentadas pelo governo para essa mudança são vagas e não garantem que a qualidade dos serviços prestados será mantida”, explica.

“Devemos defender o caráter público do Ipasgo, para que ele continue cumprindo seu papel social, garantindo o acesso à saúde de qualidade aos servidores públicos e suas famílias. A saúde é um direito fundamental, e cabe ao Estado zelar por ela. Privatizar o Ipasgo é desconsiderar a importância desse direito e a dignidade dos servidores públicos goianos”, finaliza.

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Política