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EUA divulgam foto de Ramagem após ser preso pela imigração; veja como ele está

Ex-deputado Alexandre Ramagem foi condenado pelo STF em processo da trama golpista e é considerado foragido no Brasil

EUA divulgam foto de Ramagem após ser preso pela imigração; veja imagem (Foto: Divulgação)
EUA divulgam foto de Ramagem após ser preso pela imigração; veja imagem (Foto: Divulgação)

(Globo) O Departamento Penitenciário do condado de Orange County, nos Estados Unidos, divulgou nesta terça-feira a primeira imagem do ex-deputado federal Alexandre Ramagem após ele ser detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês). Na foto, conhecida como “mugshot”, Ramagem aparece com um casaco de capuz da cor verde.

O registro da prisão de Ramagem foi incluído no banco de dados do estado da Flórida, indicando sua detenção nesta segunda-feira. O registro inclui uma foto de Ramagem após a detenção e aponta que ele se encontra sob custódia por razões ligadas à imigração (“immigration hold”). Não foram incluídos, até o momento, acusações contra o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre as informações fornecidas pelo departamento penitenciário. No registro, o nome de Ramagem foi registrado como “Alexander”, ao invés de “Alexandre”.

Alexandre Ramagem e o ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

Nesta segunda-feira, o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo afirmou que Ramagem foi detido por uma infração leve de trânsito e posteriormente encaminhado ao ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA.

Ramagem foi condenado no ano passado, em julgamento da trama golpista realizado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a uma pena de dezesseis anos pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A sentença foi aplicada no mesmo processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é considerado foragido no Brasil.

A Polícia Federal (PF) informou que a prisão do ex-deputado federal, nesta segunda-feira, ocorreu a partir de cooperação internacional com autoridades dos Estados Unidos.

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Ramagem e a esposa (Imagem: Redes Sociais)

“A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA. O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, informou a PF em nota.

O ICE está no centro de uma crescente controvérsia no país, diante de críticas às táticas consideradas agressivas e ao aumento das operações nas ruas. A tensão se intensificou após a morte de dois cidadãos americanos em Minnesota durante ações de agentes federais no início deste ano, episódio que desencadeou protestos, pressão política e culminou na saída da então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, do cargo.

Mandato cassado

Em dezembro do ano passado, a Câmara cassou o mandato de Ramagem no mesmo dia da punição do colega Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

As decisões foram tomadas pela Mesa Diretora, por atos administrativos assinados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e demais integrantes da gestão, sem votação em plenário, e publicadas em edição extra do Diário da Câmara.

Ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem sustentou à época que a Casa não poderia cumprir automaticamente a decisão do Supremo, alegando que o caso deveria ir ao plenário.

Ramagem foi sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, mas fugiu para Miami, na Flórida, em setembro, onde se estabeleceu com a família antes da decretação da prisão. Embora o Brasil venha tentando extraditá-lo para cumprir pena, o processo iniciado nos EUA em decorrência da detenção pelo ICE pode resultar na expulsão sumária do ex-deputado do país, prática que se tornou mais frequente a partir da política migratória do presidente americano.

Homem de confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) saiu do Brasil pela fronteira de Roraima com a Guiana, de onde embarcou de avião para os EUA. No percurso, teria utilizado documentos falsos.