Ex-vereador Leandro Sena é investigado por desvios na prefeitura de Goiânia em 2024
Escritório do político foi alvo de investigação da PCGO que apura suposto desvio de R$ 1,5 milhão na Secretaria de Cultura da capital
O ex-vereador Leandro Sena (Solidariedade) é um dos alvos da operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) que apura desvios de recursos na Prefeitura de Goiânia, ocorridos em 2024. O escritório político dele foi alvo de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (26/5). A investigação mira supostas irregularidades ocorridas durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) e culminou na prisão do ex-secretário de Cultura e atual vereador Zander Fábio (Podemos).
Equipes da PCGO estiveram em diferentes endereços para cumprimento de mandados judiciais, entre eles o escritório de Leandro Sena, localizado no setor Novo Horizonte, em Goiânia. Até o momento, a polícia não divulgou acusações formais contra o ex-parlamentar nem detalhes sobre eventuais materiais apreendidos no local.
A reportagem do Mais Goiás tentou contato com Sena, mas até o fechamento desta matéria ele não atendeu as ligações nem respondeu as mensagens deixadas. O espaço segue aberto para manifestação do contraditório.
SAIBA MAIS:
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Quem é Leandro Sena
Leandro Sena ganhou notoriedade na política goiana ao ser eleito, nos anos 2000, como vereador mais jovem por Goiânia. Em 2002, foi eleito deputado estadual. É morador do setor Novo Horizonte, bairro onde mantém o escritório político alvo da operação.
Sena tem 44 anos, é casado e pai de dois filhos. Ele voltou à Câmara Municipal em 2021, quando foi eleito vereador de Goiânia com 3.191 votos.
Na mira
A operação da Polícia Civil investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos e serviços sem licitação na Secult Goiânia. Segundo as investigações, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 1,5 milhão.
Além de Zander Fábio, que comandava a pasta à época e atualmente ocupa uma cadeira na Câmara Municipal como suplente da vereadora Leia Klebia, também foram presos Elton da Silva Nogueira e Jean de Jesus Magno Lima e Silva, diretor e presidente de um clube da capital.
Suposto esquema
A suspeita é que parte do dinheiro retornasse aos investigados por meio de pagamentos diretos e indiretos, inclusive para despesas particulares. Por isso, eles são investigados por associação criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Ao todo, a Polícia Civil cumpriu três mandados de prisão e 13 ordens judiciais de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida.
Em nota, a Câmara Municipal de Goiânia informou que acompanha a apuração. “O Poder Legislativo não é citado nem é parte da investigação”, afirmou o comunicado. O ex-prefeito Rogério Cruz também foi procurado, mas não se manifestou até a publicação atualização desta reportagem. O espaço seguirá aberto.