Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026
BAIXA REPRESENTATIVIDADE

Goiás não deve ter muitas mulheres eleitas, projeta ativista

Para a líder do Grupo Mulheres do Brasil - Núcleo Goiânia, Sandra Méndez, cenário político ainda está longe do ideal do ponto de vista da representatividade feminina

Por - Goiânia, GO
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Apesar dos avanços nas discussões acerca da representatividade feminina na política, Goiás não deverá ter muitas candidatas mulheres eleitas. (Foto: reprodução)

Apesar dos avanços nas discussões acerca da representatividade feminina na política, Goiás não deverá ter muitas candidatas mulheres eleitas. A projeção é da ativista e líder do Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Goiânia, Sandra Méndez, e foi comentada em live com o Mais Goiás na tarde deste domingo (15).

Durante a transmissão, ela lembrou da baixa representatividade feminina nos parlamentos goianos e do Brasil. Conforme a ativista, em 2016, nenhuma mulher foi eleita como vereadora em 71 municípios de Goiás. Em 80, apenas uma mulher foi eleita. A Câmara Municipal de Goiânia, por exemplo, conta com apenas 5 dos 35 vereadores em exercício.

Para ela, o cenário não deve ser diferente neste ano. “Pela avaliação que fiz, o número de candidatas neste ano varia pouco com relação às últimas eleições. Evoluímos nas discussões, mas o cenário ainda está longe do ideal”, afirmou.

Para Sandra, a baixa representatividade tem ligação direta com a cultura e a falta de incentivo. “As mulheres não são incentivadas a participar da política. A política é um ambiente muito masculino. Você pega a formação dos partidos e os diretórios já começam com homens”, salientou.

De acordo com a líder do Grupo de Mulheres, somente com a participação feminina na política é o mundo se tornará mais inclusivo e igualitário. “Começa pelo olhar das pautas sociais, de saúde e educação. Esse é um momento de sensibilização e discussão para que em 2022 o movimento chegue com mais força”, disse.

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Eleições 2020 Mulheres na política