Na sabatina do Mais Goiás, Wilder prevê vitória no 1º turno e promete zerar fila de cirurgias
Ele também falou sobre pesquisas eleitorais, alianças políticas, o governo federal, os atos de 8 de janeiro e a disputa interna da direita
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O senador e candidato ao Governo de Goiás, Wilder Morais (PL), participou nesta sexta-feira (4/9) da sabatina do Mais Goiás e apresentou propostas para saúde, emprego e desenvolvimento econômico. Ele também falou sobre pesquisas eleitorais, alianças políticas, o governo federal, os atos de 8 de janeiro e a disputa interna da direita. Segundo ele, a chapa estadual do PL ganhará ainda no 1º turno.
Wilder demonstrou confiança na reta final da campanha. Ao comentar as pesquisas eleitorais, afirmou que levantamentos internos indicam crescimento de sua candidatura. Ele descartou trabalhar com a hipótese de segundo turno. “Não trabalho com ‘se’. Nós vamos ganhar no primeiro turno”, declarou. Segundo ele, “a pesquisa que vai valer é a pesquisa da urna”.
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No campo das alianças, o candidato disse que sua chapa representa a união entre dois grupos tradicionais da política goiana. Ao elogiar sua vice, Ana Paula Rezende, filha de Iris Rezende, afirmou: “Unimos o bolsonarismo e o irismo”. Wilder também reforçou sua ligação com Jair Bolsonaro e disse que chegou ao Senado e à candidatura ao governo com apoio do ex-presidente.

Na área da saúde, Morais afirmou que o setor será a prioridade e prometeu acabar com a fila de cirurgias eletivas entre o primeiro e o segundo ano de mandato. De acordo com ele, cerca de 26 mil pessoas aguardam atualmente por procedimentos no Estado. “A saúde vai ser número 1”, afirmou. A proposta inclui a criação do chamado “SUS Goiás”, com uma tabela de preços para permitir parcerias com hospitais privados e entidades filantrópicas. O candidato estima investir R$ 200 milhões no primeiro ano para enfrentar a demanda represada.
Âmbito nacional
Ao tratar da disputa presidencial, Wilder saiu em defesa de Flávio Bolsonaro e afirmou que as citações ao senador no caso Banco Master funcionariam como uma “cortina de fumaça”. Para ele, Flávio é “o melhor candidato da direita” para derrotar o PT.
Sobre uma eventual reeleição de Lula, Wilder voltou a fazer oposição direta ao partido. “Não podemos, em hipótese alguma, ter mais um dia de governo do PT no ano que vem”, declarou. Apesar da crítica, disse que, caso eleito governador, trabalharia com “as ferramentas” disponíveis para defender os interesses de Goiás.

Wilder também comentou sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. “Houve sim uma baderna, mas não houve golpe”, afirmou. O candidato também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes por envolvimento no caso do Banco Master e defendeu a anulação de atos conduzidos pelo magistrado.
Outros temas
Wilder ainda afirmou que as divergências internas com Gustavo Gayer estão superadas e reafirmou o deputado, ao lado de Ozeias Varão, como nome de seu grupo para a disputa ao Senado. Em relação ao prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, que declarou apoio a Daniel Vilela, o candidato disse ter acreditado nele e o classificou como “sabor direita”.
Para o Entorno do Distrito Federal, o candidato prometeu implantar meia passagem no transporte coletivo e criar polos industriais para aproximar empregos dos moradores da região. “Vamos colocar o emprego do lado da sua casa. Não vai precisar ir para Brasília”, afirmou.
Ao longo da sabatina, Wilder buscou associar sua candidatura à expansão econômica de Goiás, mas disse que os indicadores positivos precisam chegar à população. “Nosso Estado é muito rico, mas essa riqueza não chega nas pessoas”, afirmou.