Domingo, 04 de Outubro de 2026
Eleições

PF abre apuração sobre suspeita de interferência estrangeira nas eleições

A AGU encaminhou representação à PF, que analisa informações antes de decidir se instaura inquérito

Da Redação
Por - Goiânia, GO
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A Polícia Federal abriu uma apuração preliminar para examinar suspeitas de interferência estrangeira nas eleições brasileiras e financiamento externo, após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, confirmou neste domingo (4) que o caso está na Diretoria de Inteligência, mas ainda não foi formalizado como inquérito policial.

A representação foi encaminhada pela AGU na quinta-feira (1º) e, segundo Andrei, passou por análise técnica no sábado (3). A PF avalia as informações para definir os próximos passos. “Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial. Há um procedimento prévio que fazemos que é natural em todos os processos”, afirmou durante visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN).

Na véspera, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, havia declarado que as eleições não estavam “sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado”. Andrei esclareceu que a apuração motivada pela AGU é independente do inquérito sobre possíveis ameaças a instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. As duas frentes poderão ser relacionadas caso apareçam elementos em comum.

Na investigação sobre as instalações americanas, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão na sexta-feira (2), um em São Paulo e outro no entorno do Distrito Federal. As medidas foram tomadas após uma comunicação dos Estados Unidos sobre suposto planejamento de atos que poderiam colocar essas representações em risco. O material apreendido continuará sob análise.

Até o momento, segundo Andrei, essa investigação não identificou um plano nem evidências concretas de ameaça a embaixadas. “Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada”, declarou.

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