Projeto de Lei que mantém descontos do IPTU é aprovado em primeira votação
Matéria deve ser levada para segunda votação no plenário ainda nesta semana
Ir direto pra matériaA Câmara Municipal de Goiânia aprovou, por unanimidade, na manhã desta terça-feira (11), um Projeto de Lei que prevê a manutenção do desconto no IPTU, o chamado grupo de deflatores. Agora, ele deve ser levado para segunda votação no plenário ainda nesta semana.
A autoria é dos vereados Lucas Kitão (PSL), Alysson Lima (PRB) e Elias Vaz (PSB). A proposta é retirar, da Lei de 2015, os artigos 1º e 2º. Neles, está previsto que praticamente qualquer tipo de alteração feita no imóvel tem como consequência o cancelamento do desconto e o aumento no valor do imposto.
“Mesmo a gente votando aqui e aprovando a Prefeitura pode alegar ilegalidade. O problema maior é que eles podem fazer como no passado: a gente briga, discute na Justiça e o gerador do IPTU é no dia 1º de janeiro”, explica Lucas Kitão.
Sobre o assunto, existe, ainda, uma liminar na Justiça. O pedido é de autoria da Ordem dos Advogados do Brasil- seção Goiás (OAB-Goiás) e será julgado pelo Tribunal de Justiça nesta quarta-feira (11).
“A forma como os deflatores não são concedidos cria situações de violação ao princípio da isonomia, de capacidade contributiva”, afirma o presidente da Ordem.
Se houver aprovação do Judiciário, a Lei alterada ainda deve ser aprovada pelo prefeito Íris Rezende (MDB) com possibilidade de veto.
Carta polêmica
O imbróglio sobre o tema tem criado fortes embates entre a Prefeitura e os vereadores da capital. Na última semana, os moradores da cidade começaram a receber uma carta que trata sobre a atualização do cadastro do imóvel junto à Prefeitura.
O prazo é até o dia 20 de dezembro. Segundo a Lei, se alterações foram feitas e alteram o valor do imóvel, o proprietário sai do grupo de deflatores. Caso a alteração não seja feita, há penalidades de multa e até mesmo de prisão. A carta também fala nisso.
Os vereadores acreditam que carta é uma tentativa de aumentar a arrecadação. E questionam o tom utilizado na carta, que seria de ameaça e é chama de “armadilha”. Eles indicam que a atualização não seja feita. A Prefeitura defende a obrigatoriedade e enfatiza que há sanções previstas em Lei.