ESTADOS UNIDOS

Ramagem agradece Trump após soltura e chama PF brasileira de ‘polícia de jagunços’

Em vídeo divulgado nas redes, Alexandre Ramagem repete aliados bolsonaristas e diz que situação nos EUA é regular

Alexandre Ramagem (Foto: Agência Senado)
Alexandre Ramagem (Foto: Agência Senado)

(Folhapress) O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que foi preso pelo ICE (agência de imigração dos Estados Unidos) nesta semana e solto após dois dias encarcerado, publicou um vídeo nas redes sociais em que agradece a alta cúpula do governo Donald Trump pela sua soltura.

Ele também disse que entrou “regularmente nos EUA, com passaporte válido, visto válido” e que, na sequência, entrou com pedido de asilo.

“Rebeca e eu estamos dentro de todos os procedimentos e todas as fases, o que nos confere estado de permanência regular nos EUA. E aqui eu venho agradecer o governo americano, da mais alta cúpula do governo Trump”, afirma Ramagem no vídeo.

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Alexandre Ramagem (Foto: Agência Brasil)

Após a prisão de Ramagem, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quinta-feira (16) missão oficial de integrantes do colegiado aos Estados Unidos para acompanhar a situação de brasileiros no país americano que pediram asilo político, como é o caso do ex-deputado.

O requerimento foi apresentado pelo senador Jorge Seif (PL-SC) na quarta (15) e diz que o objetivo é “especialmente” averiguar a situação de Ramagem. O texto foi aprovado sem votação nominal, quando é informado como se manifestou cada senador. A reunião foi presidida por Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que declarou ser a favor da iniciativa.

Sem apresentar uma data para a viagem, os senadores pretendem ir a Orlando, cidade na Flórida onde o ex-parlamentar do PL foi preso, e à capital Washington D.C. Ainda não está definido quem participará da iniciativa. A comissão tem 19 titulares e é presidida por Nelsinho Trad (PSD-MS).

Segundo o requerimento de Seif, a missão pretende verificar a prestação de assistência consular aos brasileiros, acompanhar a execução do Tratado de Extradição firmado entre o Brasil e EUA e realizar visitas técnicas a instalações de custódia do ICE e reuniões no Consulado-Geral e na embaixada brasileira.