Domingo, 04 de Outubro de 2026
COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Wilder cumprimenta Daniel, mas atribui derrota à máquina pública e às pesquisas

Senador diz que continuará na oposição e cobrará promessas do governador reeleito; para ele, candidatura fortaleceu o PL em Goiás

João Bosco Bittencourt
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
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Wilder Morais (PL) cumprimentou Daniel Vilela (MDB) pela reeleição ao governo de Goiás, mas atribuiu a derrota à estrutura do governo e à influência das pesquisas eleitorais. Em entrevista após o resultado, o senador afirmou que continuará na oposição e cobrará o cumprimento das promessas de campanha.

“A democracia é isso: um perde, outro ganha. Ele ganhou, quer dizer, a máquina ganhou”, declarou.

Wilder questionou os levantamentos que o colocavam atrás de Marconi Perillo (PSDB) durante a campanha. Segundo ele, a divulgação desses números interferiu na decisão dos eleitores. O senador disse que pretende discutir o tema em Brasília.

“Se não tivesse essas pesquisas, com certeza nós não teríamos esse resultado”, afirmou, ao ser perguntado sobre o que mudaria na campanha. Apesar da crítica, não apresentou na entrevista dados que comprovassem o impacto dos levantamentos sobre a votação.

Questionado sobre por que a força eleitoral de Flávio Bolsonaro e Gustavo Gayer em Goiás não se repetiu na disputa pelo governo, Wilder respondeu que o grupo saiu fortalecido. Disse que, naquele momento da apuração, se aproximava de 800 mil votos e que o PL tinha perspectiva de eleger quatro deputados federais e cinco estaduais.

“Hoje, a condição de eleger esses quatro deputados federais, os cinco estaduais que estão nesse momento, é porque nós tivemos uma candidatura ao governo do estado de Goiás”, avaliou.

O senador afirmou que cobrará de Daniel melhorias na saúde, na segurança e na educação. Também citou a geração de emprego e renda nos municípios, a industrialização e a oposição a novos impostos e à taxação do agronegócio.

“A gente deseja que tenha sucesso e que cumpra o que prometeu”. 

Wilder continuará no Senado e disse que fará campanha por Flávio Bolsonaro caso a eleição presidencial seja decidida no segundo turno.

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