Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026
NÃO RECONHECEU DERROTA

Flávio critica prorrogação da votação, mas própria campanha pediu extensão do horário ao TSE

Defesa do candidato do PL acionou a Justiça Eleitoral alegando chuvas em cidades de SP, PR e SC

Por - Goiânia, GO
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Flávio foto

Após a derrota nas urnas, no domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL) disse que não reconhecerá o resultado das eleições e ainda criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de prorrogar a eleição em 2 horas. O candidato, contudo, também havia pedido a prorrogação.

A campanha de Flávio solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação até as 19h, com abrangência focada em estados em que ele foi melhor no segundo turno: São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A medida foi justificada devido às chuvas.

“Do outro lado da balança está o eleitor que, diante de rua alagada, teria de escolher entre a própria segurança e o voto. A proporcionalidade resolve-se em favor do eleitor”, apontou a campanha do presidenciável derrotado.

O pedido incluía os municípios paulistas de São Paulo, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga. Já no Paraná, as cidades seriam Curitiba e Guaratuba; enquanto em Santa Catarina, Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.

Prorrogação

Zanin prorrogou as eleições após a campanha de Lula apresentar uma reclamação ao Supremo sobre dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação.

Os advogados apontaram problemas no transporte coletivo em cidades de diferentes estados e solicitaram a ampliação do horário de votação das 17h para as 19h.

O pedido chegou ao STF por volta das 15h45 e foi distribuído por sorteio a Cristiano Zanin. A decisão foi divulgada pouco depois das 17h.

Presidente do TSE orientou cumprimento da decisão

Após a determinação de Zanin, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou orientação aos tribunais regionais eleitorais para que mantivessem abertas até as 19h as seções que ainda não haviam encerrado a votação.

Zanin também publicou um esclarecimento, estabelecendo que as urnas já fechadas não poderiam ser reabertas. Os votos registrados nesses equipamentos deveriam ser contabilizados normalmente.

A primeira decisão provocou a suspensão temporária da totalização dos votos e levou ministros do TSE a se reunirem para definir os procedimentos necessários ao cumprimento da ordem.

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