Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026
QUEM É ELE?

Gustavo Gayer: a trajetória, as polêmicas e os passos do deputado rumo ao Senado

Parlamentar foi candidato a prefeito de Goiânia em 2020 e maior puxador de votos do PL em 2022

Por - Goiânia, GO
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Gustavo Gayer: a trajetória, as polêmicas e os passos do deputado rumo ao Senado

O deputado federal Gustavo Gayer (PL) é conhecido como uma das figuras mais expressivas não só do bolsonarismo goiano, mas nacional. Nascido em Goiânia em 1981 e pai de dois filhos, Biel e Nanda, ele é professor de inglês, empresário e criador de conteúdo digital.

Filho da falecida ex-deputada estadual Conceição Gayer, ele ganhou destaque nas eleições à prefeitura de Goiânia, em 2020, quando conseguiu 7,62% dos votos e terminou na quarta colocação. À época, ele superou figuras conhecidas no cenário goiano, como o ex-deputado federal Elias Vaz, o deputado estadual Major Araújo e a ex-vereadora Dra. Cristina.

Dois anos depois, ele concorreu à Câmara dos Deputados e foi eleito como o segundo mais votado, atrás apenas de Silvye Alves. Naquele pleito, o bolsonarista teve mais de 200 mil votos, cerca de 5,82% do eleitorado.

De fato, mesmo antes do pleito em Goiânia, o político já era conhecido por vídeos conservadores e pelo alinhamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem se aproximou nos últimos anos. Neste ano, ele tenta uma cadeira no Senado.

E o candidato tem como suas principais bandeiras as pautas conservadoras, a liberdade de expressão, a fiscalização do governo federal, a segurança pública e a redução de impostos, além do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Gayer é um dos principais representantes do bolsonarismo (Foto: Reprodução)

Destaque nas redes

Todo o trabalho construído na internet, nos últimos anos, fez com que Gayer fosse o único representante de Goiás entre os 15 parlamentares avaliados em um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados sobre desempenho nas redes sociais. Conforme o estudo encomendado pelo G1, o goiano ocupa a terceira posição do Índice de Relevância nas Redes (IR² Nexus), atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Fábio Teruel (MDB-SP).

O levantamento considerou o desempenho de deputados federais entre fevereiro e abril de 2026 no Instagram, Facebook, X (antigo Twitter), YouTube e TikTok. São verificados o número de seguidores, frequência de publicações, engajamento e interações.

Atualmente, Gayer tem 3,1 milhões de seguidores apenas no Instagram. Além disso, ele já publicou mais de 8,7 mil vezes na rede social.

gayer e alexandre magalhães
Gayer e o presidente DC em 2020, Alexandre Magalhães; professor disputou a prefeitura de Goiânia pela legenda (Foto: Reprodução)

Disputa em Goiânia e na Câmara

Em 15 de setembro de 2020, o Democracia Cristã (DC) confirmou o nome de Gustavo Gayer à prefeitura de Goiânia. A convenção aconteceu no auditório de uma faculdade particular da capital.

À época, com 39 anos, ele disputava pela primeira vez. Naquele momento, ele já era integrante da Frente Conservadora de Goiânia, que apoiava o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

A campanha teve forte presença nas redes sociais e apelo ao eleitor conservador. Como o partido era pequeno, ele teve poucos recursos.

Na corrida à Câmara dos Deputados, Gayer foi o puxador de votos do partido, contribuindo para a eleição de outros três nomes do PL. Ele manteve a mesma postura digital da eleição à prefeitura de Goiânia e focou no engajamento digital. Com a votação expressiva, ele se tornou um dos principais nomes do bolsonarismo.

Polêmicas

O candidato, também, é conhecido pelas polêmicas. Ele chegou a ser citado na CPI da Pandemia por publicações sobre a Covid-19, além de se tornar alvo da Polícia Federal (PF) em apurações sobre declarações públicas e condutas políticas.

Durante a convenção do PL, ele falou em “perseguição” às pessoas que defendem posições políticas alinhadas ao bolsonarismo. Segundo ele, parte dos apoiadores teria receio de manifestar publicamente suas opiniões.

“Quanto mais vocês defenderem os nossos valores, mais perseguidos vocês serão. Estão preparados para isso? Porque falar a verdade no Brasil hoje é crime. Sei que muitos aqui têm medo de dar sua opinião e acordar com a polícia na sua porta. Isso não é democracia”, declarou.

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Briga com senadores

No começo de 2023, o professor de inglês chamou os senadores Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (PSB) de “vagabundos” em um vídeo nas redes sociais por eles apoiarem a reeleição de Rodrigo Pacheco à presidência do Senado. Vanderlan acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por difamação, calúnia, injúria e violência política, mas a ação foi formalmente suspensa após votação na Câmara.

Com a decisão do parlamento, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, determinou a suspensão do processo. Ela segue paralisada e com o prazo de prescrição congelado até o fim do mandato de Gayer.

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Estratégia

Neste pleito, ele chegou a se aproximar da base governista, sendo cotado como segundo nome ao Senado na chapa de Daniel Vilela (MDB), fazendo dobradinha com a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil). Quando o senador Wilder Morais (PL) recebeu a bênção de Jair Bolsonaro (PL) para disputar o governo de Goiás, ele questionou e se afastou do aliado.

Ainda antes do início da corrida eleitoral, houve um alinhamento, com a participação de Wilder no lançamento da campanha de Gayer ao Senado, em Goiânia. Durante o evento, o senadoriável afirmou que, em poucos meses, “vocês verão Bolsonaro (PL) livre, colocando a faixa de presidente em Flávio Bolsonaro (PL), no dia 1º de janeiro”.

Ele ainda afirmou que sua candidatura “vai na cara e na coragem, sem fundo eleitoral e sem pagar cabo eleitoral. É somente eu e vocês”. Ele continuou: “Esse é o ano da gente resgatar o Brasil e, para isso, nós vamos ter que unir todos aqueles que têm o sangue verde e amarelo.”

gayer e wilder
Gayer e Wilder se desentenderam durante a pré-campanha (Foto: Reprodução)

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