Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026
SABATINA

Luis Cesar promete reestatizar saúde em Goiás, criar concursos na PM e encerrar ciclo do PT em queda

O candidato do PT ao governo de Goiás, Luis Cesar Bueno, participou da sabatina do Mais Goiás na tarde de terça-feira (2). Temas como saúde, segurança, terras raras e até...

Por - Goiânia, GO
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Luis Cesar promete reestatizar saúde em Goiás, criar concursos na PM e encerrar ciclo do PT em queda

O candidato do PT ao governo de Goiás, Luis Cesar Bueno, participou da sabatina do Mais Goiás na tarde de terça-feira (2). Temas como saúde, segurança, terras raras e até as investigações do filho do presidente Lula (PT), Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, entraram na pauta.

Ao falar de segurança pública, o petista confrontou o discurso do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) de que a segurança é plena em território goiano, sobretudo quando as vítimas são mulheres. “Ex-governador Caiado, Goiás não é um estado seguro para as mulheres. Ao contrário. Quer ser agredida, vem para Goiás”, afirmou diretamente à câmera.

“De 2015 a 2026, o feminicídio aumentou 312% em Goiás. De 2025 para 2026, aumentou 111%. Verdadeiro absurdo. Se a mulher é agredida lá em Professor Jamil, ou agredida lá em Inhumas, ela tem que sair de lá para vir a Goiânia — porque Goiânia é o único lugar que tem uma delegacia da mulher que funciona 24h. Então, no meu governo, nós iremos determinar que seja instalada uma delegacia de proteção à mulher em cada uma das 16 regiões mais populosas”, prometeu.

Em outro momento, o candidato também aproveitou para comentar as denúncias contra o filho do presidente Lula (PT) e as afirmações de que o PT fechará igrejas evangélicas. Segundo Luis Cesar, o eleitor está vacinado contra “asneiras” que costumam ser ditas a respeito do partido durante processos eleitorais. “Investiguem o Lulinha à vontade. Já quebraram o sigilo da conta bancária dele e não acharam nada; falavam que o Lulinha tinha uma Lamborghini de ouro com diamante na ponta. Diziam que Lulinha era dono de todo o rebanho de gado da JBS. Os maiores absurdos, sabe? Voltar com isso de novo? Isso não cola mais. Falavam que o PT ia trocar as cores da bandeira do Brasil. Que o PT ia fechar as igrejas, todo esse tipo de asneira vai chegar na reta final. Mas a população está vacinada. O nosso governo é sério”, afirmou.

Ele partiu para o ataque: “Quem tem que dar explicação é o filho do Bolsonaro, que pediu R$ 126 milhões do Daniel Vorcaro. E que dinheiro é esse do Banco Master? É dinheiro dos aposentados do Rio de Janeiro que colocaram no Banco Master, ninguém fala que o governador do Rio é do PL, é 22”, complementou.

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Reestatização, terras raras e concurso

Uma das propostas que mais chamam atenção no plano de governo do candidato é a de tomar de volta a gestão dos hospitais estaduais, hoje a cargo das Organizações Sociais (OS). Durante a sabatina, o petista afirmou que, se for eleito, pretende conduzir esse processo de forma gradual.

“Só de você iniciar a reestatização da Saúde, já economiza 30%. Porque a OS cobra 30% a mais de tudo para fazer a gestão. Precisamos fazer um projeto escalonado dentro das unidades que estão ‘privatizadas’, vamos dizer assim, iniciar um processo de adaptação do médico, do enfermeiro, do clínico dentro da carreira do Estado e criar na população aquele sentimento que existia décadas atrás, do Estado forte coordenando a saúde”, afirmou.

“Só vamos resolver seguindo o modelo europeu, que já entende que educação, segurança e saúde é o mínimo que o Estado deve prover ao cidadão. O Estado não deve se omitir da tarefa de oferecer esses serviços essenciais. Governador não faz OS para gestão do gabinete dele. Por que chama para saúde? Isso é o básico. Eu não sou contra privatização, não. Agora, dá licença, né? Educação, saúde e segurança pública é o mínimo. Se o governador não faz isso, ele é preguiçoso.”

Ele ainda defendeu que Goiás tome conta do processo de exploração de terras raras no território local e não se torne um mero exportador de commodities. O petista sugere que o Estado desenvolva uma política de produção de mercadorias a partir desses minérios e exporte produtos com valor agregado.

“Pretendo promover três polos: o primeiro, do agronegócio. O segundo, da agricultura familiar. O terceiro, do setor mineral com setor de serviço. No setor mineral, creio que se desenvolvermos uma indústria que transforme matéria-prima em produtos com valor agregado, seremos muito bem-sucedidos”, explicou.

Em outro momento, o candidato do PT assegurou que, se for eleito, promoverá concurso para ampliação do efetivo da Polícia Militar. Luis Cesar entende que a defasagem no quadro de policiais se agrava há quase três décadas. “Precisamos de uma polícia inteligente, que combata o crime. E precisamos da PM. Não dá para ter uma estrutura da PM em que a maioria da estrutura é feita de oficiais. O tempo passou, os oficiais foram pegando patente, e não tem soldados ou cabos. O efetivo é o mesmo de 30 anos atrás. Não mudou nada. No meu governo, vamos fazer concurso para soldado, para cabos e valorizar a profissão do policial militar. Além de valorizar a segurança pública”, afirmou.

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(Foto: Jucimar de Sousa)

Rejeição

Luis Cesar também disse que pretende interromper a curva descendente de votos que o PT tem sofrido nas disputas ao governo de Goiás. O candidato acredita que a tormenta pela qual o partido e o presidente Lula passaram já foi superada. “Eu serei o agente que mudará essa história”, declarou. “Entendo que a conjuntura mudou. Lula e o PT hoje têm imagem positiva da população do Estado. Tivemos uma presidente sendo cassada [Dilma Rousseff], e tivemos o Lula, que ficou quase dois anos preso de forma injusta. Em Goiás, as pesquisas mostram que o presidente Lula está quase empatado com Flávio Bolsonaro, e é por isso que eu sei que temos condições de chegar ao segundo turno aqui.”

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