PL faz reunião de emergência após fuga de Flávio para os EUA
Parte dos membros do partido não sabia da decisão do senador
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O PL faz uma reunião de emergência após a divulgação de informações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugiu do Brasil rumo aos Estados Unidos. O encontro acontece nesta terça-feira (27), na sede da legenda, no complexo Brasil 21, em Brasília.
Parte dos membros do partido não sabia da decisão do senador. O senador Wilder Morais (PL) não foi localizado para comentar se estava na reunião e o teor do encontro.
A reunião foi convocada pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial do congressista. Ao chegar à sede da legenda, o senador Efraim Filho (PL-PB) disse ao Metrópoles que o grupo vai avaliar a situação.
“Vamos reunir com Valdemar e entender todo o cenário.” Mais cedo, Marinho havia negado que Flávio tivesse deixado o Brasil.
O empresário e advogado mexicano Simón Levy, que se apresenta como aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que Flávio chegou em segurança ao território americano. Ele também atribuiu ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a organização da saída do senador brasileiro.
Não houve confirmação oficial do governo americano sobre a participação de Rubio na operação.
Flávio descumpriu ordem de entregar passaportes
A viagem ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na segunda-feira (26), que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal no prazo de 24 horas.
O magistrado também proibiu o senador de deixar o território nacional. A medida foi adotada em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro que envolve Flávio e o advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades.
O prazo terminou na manhã desta terça-feira sem que os documentos fossem entregues. A Polícia Federal informou que cancelou os passaportes do parlamentar e comunicaria o descumprimento da determinação ao STF.
A corporação também não identificou registro de saída de Flávio pelos postos regulares de controle migratório do Brasil.
Na segunda-feira, após ser informado da decisão de Moraes, o senador publicou um vídeo em que negava qualquer intenção de deixar o país. Disse que entregaria os documentos e permaneceria no Brasil para organizar a oposição ao novo mandato de Lula.
Passagem pela Argentina não foi confirmada
O destino de Flávio passou a ser investigado depois que o site argentino Infobae informou que ele teria atravessado a fronteira e pretendia embarcar em um avião particular no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú.
O governo argentino, entretanto, declarou não ter encontrado registro da entrada do senador no país. Autoridades locais também inspecionaram uma aeronave mencionada na reportagem, sem identificar documentação que comprovasse a presença de Flávio ou de familiares entre os passageiros.
Aliados da família Bolsonaro afirmaram à Folha de S.Paulo que o governo Trump tinha conhecimento da viagem e que o senador poderia solicitar asilo político nos Estados Unidos. Não havia confirmação oficial de que esse pedido tivesse sido apresentado ou aceito.
A assessoria de Flávio Bolsonaro não respondeu aos pedidos de manifestação feitos pela Reuters e pela Agência Brasil até a publicação das respectivas reportagens.
Flávio perdeu a disputa presidencial para Lula no domingo. O presidente foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL.
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