Caetano Veloso processa Lucas Pavanato após ser chamado de “vagabundo”
Cantor pede R$ 50 mil de indenização e retratação pública do deputado federal eleito e do jornalista Thiago Asmar, conhecido como Pilhado
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O cantor Caetano Veloso entrou na Justiça contra o vereador de São Paulo e deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL) e o jornalista Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, após ser chamado de “vagabundo” em um vídeo publicado nas redes sociais. A Justiça do Rio de Janeiro determinou a retirada da gravação, enquanto o artista pede R$ 50 mil de indenização por danos morais e uma retratação pública dos dois.
O vídeo foi publicado em 19 de outubro nos perfis de Pavanato e Asmar. Na gravação, os dois criticam artistas identificados com a esquerda por supostamente não se manifestarem sobre as queimadas na Amazônia. Caetano Veloso e Gilberto Gil são citados durante a conversa, na qual Pavanato os chama de “vagabundos” e afirma que recebem dinheiro por meio da Lei Rouanet.
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Segundo informações divulgadas inicialmente pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, Caetano sustenta na ação que as declarações são falsas e prejudicam sua honra e reputação.
A publicação alcançou aproximadamente 288 mil curtidas e 33 mil compartilhamentos em menos de 24 horas.
Ao analisar o pedido, o juiz Livingstone dos Santos Silva Filho, da 2ª Vara Cível da Regional de Jacarepaguá, determinou a retirada do conteúdo das redes sociais.
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Na decisão, o magistrado considerou que a utilização do termo ofensivo, acompanhada da atribuição de interesses financeiros aos posicionamentos políticos dos artistas, ultrapassou os limites da crítica política.
A retirada foi determinada em caráter provisório. O processo ainda não foi julgado definitivamente.
Além da exclusão do vídeo, Caetano pede que Pavanato e Asmar publiquem retratações nas mesmas redes sociais em que divulgaram a gravação, com destaque semelhante ao da postagem original.
Pavanato chama Caetano de hipócrita
Procurado pelo UOL nesta terça-feira (27), Lucas Pavanato reafirmou as críticas ao cantor e questionou a decisão judicial.
“Agora eu não posso mais considerar alguém ‘vagabundo’? Pra mim ele é!”, declarou.
O parlamentar também acusou Caetano de hipocrisia, comparando a ação judicial apresentada pelo artista à censura que ele enfrentou durante a ditadura militar.
A reportagem do UOL procurou Thiago Asmar, mas não havia obtido resposta até a publicação.
Pavanato exerce atualmente mandato de vereador na capital paulista e foi eleito deputado federal por São Paulo nas eleições de outubro. Ele assumirá a nova função em fevereiro de 2027.
O pedido de indenização de R$ 50 mil ainda depende de julgamento. A decisão divulgada até o momento trata da remoção do vídeo, não do pagamento da quantia solicitada pelo cantor.