Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026
PEC

‘Votei pelo fim da escala 6×1 e vou votar de novo’, diz Vanderlan

"Isso não é bandeira de governo nem de oposição. É questão de dignidade"

Por - Goiânia, GO
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'Votei pelo fim da escala 6x1 e vou votar de novo', diz Vanderlan

Candidato à reeleição, o senador Vanderlan Cardoso (PSD) disse que votará novamente pelo fim da escala 6×1 quando a proposta chegar ao plenário do Senado. “Votei pelo fim da escala 6×1 e vou votar a favor de novo. O trabalhador goiano merece ter tempo para a família, para descansar e para viver”, declarou.

Em 2 de setembro, o goiano foi um dos 23 senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) favoráveis ao fim da escala 6×1 por meio da proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/2019. O texto, que já passou na Câmara dos Deputados, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante duas folgas por semana, ou seja, 5×2, sem redução de salário.

Além disso, uma das folgas deve ser preferencialmente aos domingos. Ainda conforme a proposta, a redução ocorrerá de forma gradual, com alteração para 42 horas 60 dias após a promulgação e para 40 horas depois de um ano.

Caso a proposta de emenda à Constituição não sofra mudanças no Senado, ela irá direto para a promulgação. Na CCJ, apenas quatro parlamentares foram contra a medida, a maioria deles do PL. Vanderlan enfatiza que a medida não deveria ser tratada como disputa partidária.

“Isso não é bandeira de governo nem de oposição. É questão de dignidade. Quem trabalha seis dias por semana chega em casa cansado, mal vê os filhos crescerem e não tem tempo nem para cuidar da própria saúde”, declarou. “Conheço os dois lados do balcão. Dá para garantir o descanso do trabalhador e, ao mesmo tempo, ajudar o pequeno empresário e o MEI com crédito mais barato e menos burocracia. Uma coisa não anula a outra”, afirma.

A medida precisa de 49 votos entre os 81 senadores em dois turnos para passar na Casa. A votação só deve ocorrer após o primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. “Meu voto já está dado. Vou trabalhar para que essa proposta seja aprovada ainda este ano. Não pode ficar para a próxima legislatura, pois existem candidatos que são contra”, concluiu o senador.

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