Médica goiana que teve 50% do corpo queimado em explosão de lancha deixa UTI: ‘Muito feliz’
Dermatologista foi transferida para um quarto e atualizou amigos e familiares sobre o estado de saúde
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A médica Maize Oliveira, que teve 50% do corpo queimado após a explosão de uma lancha no Distrito Federal, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Queimaduras de Goiânia nesta quinta-feira (1º), após dez dias de internação. Em vídeo publicado nas redes sociais, a dermatologista atualizou seguidores, familiares e amigos sobre o estado de saúde, falou sobre o atendimento recebido no hospital e pediu orações.
“Carinha de felicidade de quem saiu da UTI. Estou no quarto do hospital, graças a Deus muito melhor clinicamente. As lesões melhoraram bastante também. Ainda tem algumas cirurgias para realizar, mas estou muito feliz, muito grata pela equipe que está cuidando de mim”, disse.
Natural de Rio Verde, Maize mora em Goiânia atualmente. Ainda segundo o relato, ela já havia tido contato com a equipe da unidade em 2023. Mesmo conhecendo os profissionais, ela diz ter sido acolhida de uma forma ainda melhor do que esperava: “E a cada dia eu me surpreendo com o tratamento deles que é muito humano”, afirmou.
A médica também pediu que as orações pela recuperação continuem, já que ainda precisará passar por outras cirurgias. “Eu tenho fé que, se Deus quiser, logo, logo tudo isso se acaba.”
Maize passou pela quinta cirurgia na quarta-feira (30). Segundo a irmã, Taize Proto, o procedimento ocorreu conforme o esperado e houve melhora no quadro. Ainda segundo Taize, agora que a dermatologista está em um quarto, poderá receber visitas em breve.

Explosão durante passeio
A lancha em que Maize estava explodiu no dia 20 de setembro, durante um passeio no Lago Paranoá. Ao Mais Goiás, o compositor Thawan Alves, que também estava na embarcação, contou detalhes do ocorrido.
Segundo ele, a lancha percorreu cerca de 10 metros antes de parar e apresentar dificuldade para ser religada. Um dos marinheiros tentou dar a partida novamente, mas não conseguiu. Outro profissional foi chamado para ajudar e, após mexer na embarcação, conseguiu fazê-la funcionar. Pouco depois, a lancha explodiu.
“Foi um barulho, uma explosão e todo mundo já saiu pulando da lancha e tentando ficar seguro ali, na beira”, disse.
Thawan contou que o passeio foi organizado de última hora e não tinha relação com nenhuma comemoração específica.
Entre 13 e 14 pessoas participaram do passeio. Segundo Thawan, apenas três ficaram feridas. Parte do grupo não se conhecia diretamente, mas tinha amigos em comum. A maioria dos passageiros era de Goiânia, conforme o relato do compositor.
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