Ações de BTG e Banco do Brasil chegam a cair mais de 30% após reeleição de Lula
Papéis de outros grandes bancos também registraram quedas nesta segunda-feira (26); Bolsa interrompeu negociações por 30 minutos após forte desvalorização
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As ações dos principais bancos brasileiros registraram fortes quedas nesta segunda-feira (26), primeiro dia de negociações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), os papéis do BTG Pactual chegaram a cair 37,36%, enquanto os do Banco do Brasil perderam 31,35% durante a manhã. Bradesco, Itaú e Santander também operaram em baixa.
Às 13h50, o BTG acumulava desvalorização de 32,86%, seguido pelo Banco do Brasil, com queda de 29,73%, conforme levantamento publicado pelo Metrópoles. No mesmo horário, as ações preferenciais do Bradesco recuavam 23,66%, as do Itaú Unibanco caíam 15,40% e as unidades do Santander Brasil perdiam 4,25%.
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A XP, cujas ações são negociadas na bolsa americana Nasdaq, registrava queda de 44,55% no início da tarde. Durante a manhã, a desvalorização havia ultrapassado 47%.
A onda de vendas levou a B3 a acionar o mecanismo de circuit breaker às 9h57, suspendendo as negociações por 30 minutos. O procedimento é utilizado quando o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, sofre quedas acentuadas.
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Foi a primeira vez desde março de 2020, durante a pandemia de Covid-19, que a Bolsa brasileira utilizou o mecanismo.
Ibovespa cai mais de 14% e dólar sobe
A queda dos bancos ocorreu em um pregão de forte desvalorização das empresas brasileiras. Às 15h26, o Ibovespa recuava 14,77%, aos 174,8 mil pontos, segundo a Folha de S.Paulo. Na mínima do dia, o índice chegou a cair 17,34%.
O dólar também subiu. Às 15h26, a moeda americana era negociada a R$ 5,41, alta de 8,72%. Mais cedo, havia alcançado R$ 5,60.
As oscilações ocorreram após Lula vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). O petista foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário.
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Segundo analistas ouvidos por veículos especializados, parte dos investidores havia montado suas posições financeiras na expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro e de mudanças na política fiscal. Com o resultado das urnas, o mercado passou a rever essas posições.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco americano JP Morgan reduziu sua recomendação para investimentos em real e títulos públicos brasileiros. A instituição citou a necessidade de reavaliar os ativos após o resultado eleitoral e as incertezas sobre as medidas econômicas do próximo governo.
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O BTG Pactual também divulgou projeções de novas perdas no mercado acionário nas próximas semanas, diante das preocupações com o equilíbrio das contas públicas e a trajetória dos juros.
A alta das taxas futuras de juros pressionou principalmente as ações de empresas ligadas ao crédito, ao varejo e à construção civil.
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Na direção contrária, companhias exportadoras registraram ganhos. Por volta das 15h30, as ações da Suzano subiam mais de 11%, enquanto as da Vale avançavam aproximadamente 5%.
Os percentuais de desvalorização informados para os bancos correspondem a momentos específicos do pregão desta segunda-feira e não representam os resultados do fechamento da Bolsa.