Morre aos 93 anos Angelita Gama, pioneira no combate ao câncer de intestino
Referência na formação de profissionais da saúde, a médica dedicou décadas ao ensino e à pesquisa na USP
A médica Angelita Habr Gama, considerada uma das profissionais mais influentes da história da saúde no Brasil, morreu aos 93 anos em São Paulo. Ela estava internada no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, onde também atuava como pesquisadora e especialista em doenças do aparelho digestivo.
Com uma carreira marcada por descobertas e avanços na área da coloproctologia, Angelita ganhou reconhecimento mundial por desenvolver métodos inovadores no tratamento do câncer de reto. Seu trabalho mudou protocolos médicos e ampliou as possibilidades de tratamento para milhares de pacientes ao redor do mundo.
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Referência na formação de profissionais da saúde, a médica dedicou décadas ao ensino e à pesquisa na Universidade de São Paulo (USP), onde alcançou o título de professora emérita. Sua produção científica teve impacto internacional, colocando seu nome entre os pesquisadores mais relevantes do planeta em rankings acadêmicos.
Ao longo da trajetória, também quebrou barreiras em um ambiente historicamente dominado por homens, tornando-se a primeira mulher a integrar, como membro honorária, uma das mais tradicionais associações cirúrgicas dos Estados Unidos.