Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
Coronavírus

‘Não será comprada’, diz Bolsonaro sobre vacina Coronavac

Ministério da Saúde assinou na terça intenção de adquirir 46 milhões de doses de fórmula desenvolvida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac contra Covid-19

Larissa Feitosa
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
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Menos de 24 horas após o Ministério da Saúde anunciar que tem a intenção de adquirir 46 milhões de doses da Coronavac, vacina candidata contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac Biotech testada no Brasil pelo Instituto Butantan, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o ministro Eduardo Pazuello e afirmou nesta quarta-feira (21) que o imunizante contra o novo coronavírus “não será comprado” pelo governo brasileiro. A mensagem foi publicada em uma rede social, em resposta a um comentário crítico ao anúncio.

“Presidente, a China é uma ditadura, não compre essa vacina, por favor. Eu só tenho 17 anos e quero ter um futuro, mas sem interferência da ditadura chinesa”, comentou o usuário, ao que o presidente respondeu:

“NÃO SERÁ COMPRADA”, em caixa alta.

A mensagem foi enviada a ao menos outros dois usuários que criticavam o acordo e Pazuello. Em duas das respostas, o presidente disse ainda que “tudo será esclarecido hoje”.

Presidente respondeu a seguidor em rede social (Foto: Reprodução)

Segundo aliados, o presidente também enviou mensagens afirmando que não iria comprar “uma só dose de vacina da China” e que se governo “não mantém qualquer diálogo com João Dória na questão do Covid-19”.

O acordo criticado por apoiadores foi fechado durante reunião do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com governadores. A compra só será realizada após a vacina receber um registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Doria passa a quarta-feira em Brasília em reuniões, uma delas justamente com a Anvisa.

A outro usuário que acusou Pazuello de trair o governo ao comprar a vacina chinesa e disse que o presidente “se enganou mais uma vez”, Bolsonaro afirmou na rede social que “qualquer coisa publicada, sem qualquer comprovação, vira TRAIÇÃO”.

A vacina desenvolvida pelo laboratório chinês sofre críticas de apoiadores do governo que a relacionam ao regime comunista. Além disso, o imunizante é produzido no Brasil em parceria com São Paulo, do governador João Doria (PSDB), ex-aliado de Bolsonaro e vocal crítico da gestão da crise provocada pela pandemia pelo presidente.

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