na balança

Jejum intermitente é melhor que dieta para emagrecer? Estudo responde

Pesquisa sobre os métodos de emagrecimento foi feita com quase 2 mil pessoas

Jejum intermitente é melhor que dieta para emagrecer? Estudo responde Pesquisa sobre os métodos de emagrecimento foi feita
Imagem: Ilustrativa/Reprodução

O jejum intermitente virou uma das estratégias mais populares para quem busca emagrecer, mas um novo estudo indica que ele não é superior às dietas tradicionais para perda de peso. A conclusão veio de uma análise publicada na Cochrane Library, que reuniu 22 ensaios clínicos com quase 2 mil adultos com sobrepeso ou obesidade.

➡️ Veja fotos da jovem que emagreceu 63 quilos sem caneta ou cirurgia: “Não me reconheço”

Segundo a pesquisa, pessoas que seguiram algum modelo de jejum intermitente perderam, em média, apenas cerca de 300 gramas a mais do que participantes que fizeram dieta convencional com restrição calórica. A diferença foi considerada pequena e sem relevância estatística.

➡️ Caneta emagrecedora nacional: como funciona o ‘genérico’ do Ozempic?

O endocrinologista Rafael Scarin, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, explica que o método pode funcionar para algumas pessoas, mas não apresenta vantagens clínicas significativas em relação às estratégias alimentares tradicionais.

Jejum intermitente pode ajudar a emagrecer, mas não supera dieta tradicional

O jejum intermitente funciona alternando períodos de alimentação com intervalos maiores sem ingestão de calorias. Entre os modelos avaliados no estudo estavam a alimentação em janela restrita, jejum em dias alternados e a chamada dieta 5:2, em que há restrição calórica em dois dias da semana.

Segundo Rafael Scarin, a lógica do método é reduzir a ingestão total de calorias ao prolongar o tempo sem comer. “O jejum intermitente pode aumentar a mobilização de gordura e provocar adaptações metabólicas”, explica o médico.

➡️ Adeus às rugas: especialistas listam os melhores alimentos para rejuvenescer a pele

Apesar disso, os resultados mostram que, na prática, o impacto no peso corporal é semelhante ao obtido com uma dieta convencional bem conduzida.

“Na prática, o jejum intermitente não parece ser melhor do que uma dieta convencional, mas pode ser uma alternativa válida para alguns pacientes, desde que seja sustentável e compatível com a rotina”, afirma.

➡️ Quais são os piores alimentos para o café da manhã? Veja o que evitar

Jejum intermitente é uma estratégia alimentar que alterna períodos de alimentação com horas — ou até dias específicos — sem consumir calorias – Foto: Ilustrativa

➡️ Cardiologistas revelam a fruta ideal para comer toda manhã; saiba qual

Estudo mostra que não existe “vantagem metabólica mágica”

Parte da fama do jejum intermitente está ligada à ideia de que ele traria benefícios metabólicos extras, como melhora da sensibilidade à insulina, maior queima de gordura e mudanças positivas no metabolismo.

De acordo com o endocrinologista, esses mecanismos realmente podem acontecer no organismo, mas isso não significa necessariamente melhores resultados clínicos.

➡️ ‘Dieta bíblica’ viraliza e levanta debate entre saúde e religião; médicos fazem alerta

“Esses fenômenos fisiológicos não são sinônimo de superioridade clínica. Na prática, os estudos não mostraram benefícios relevantes além do que já se obtém com restrição calórica e orientação alimentar convencional”, destaca Scarin.

Melhor estratégia para emagrecer é a que consegue ser mantida

Segundo o especialista, o principal fator para o sucesso no emagrecimento é a capacidade de manter a estratégia alimentar a longo prazo.

➡️ Quanto tempo demora para a musculação começar a fazer efeito? Especialista responde

O estudo não identificou grupos específicos que se beneficiariam mais do jejum intermitente. Por isso, a escolha deve considerar a adaptação individual e a rotina de cada pessoa.

“O perfil que tende a se beneficiar mais é o paciente que consegue adaptar os horários de alimentação ao dia a dia e sustentar esse padrão no longo prazo”, aponta o endocrinologista.

➡️ Café da manhã ideal para ganhar massa muscular: veja o que comer

Embora o estudo não tenha encontrado aumento significativo de riscos em comparação às dietas tradicionais, alguns efeitos adversos podem ocorrer, especialmente sem acompanhamento profissional. Entre eles estão fadiga, tontura, fome excessiva, dor de cabeça, náusea e hipoglicemia.

O médico também alerta para a necessidade de cautela em pessoas com histórico de transtornos alimentares, risco de desnutrição, perda de massa muscular ou uso de medicamentos para controle da glicose.

➡️ Sem caneta emagrecedora: saiba como Ana Paula Renault eliminou 30kg antes do BBB

➡️ Uso de canetas para emagrecer pode provocar queda de cabelo? Médica faz alerta