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‘Muita dívida’: empresário simula furto de computadores para receber seguro em Goiás

Suspeito diz estar em desespero financeiro e com dívidas trabalhistas; outro caso semelhante ocorreu em menos de 24h

Empresário simulou furto de computadores (Foto: reprodução)

Um empresário do ramo de telecomunicações, de 26 anos, foi preso na quinta-feira (21), na Cidade Livre, em Aparecida de Goiânia, após simular um arrombamento e o furto de 35 notebooks e 15 computadores, em uma tentativa de fraude contra uma seguradora bancária.

A denúncia inicial foi registrada por uma funcionária da empresa por volta das 10h, o que mobilizou equipes do 8º BPM (Batalhão da Polícia Militar). A partir das diligências, com apoio da Força Tática e dos setores de inteligência do 8º BPM e do 2º CRPM, os policiais passaram a analisar imagens de câmeras de segurança de comércios próximos.

As gravações mostraram o empresário chegando ao local com um Honda City branco e abrindo o porta-malas do veículo. No entanto, ele não retirou nenhum equipamento, contrariando a versão apresentada inicialmente de que teria descarregado os aparelhos na noite anterior.

Câmeras de segurança registraram a ação do empresário (Foto: reprodução)

Diante das inconsistências e do avanço da investigação, o empresário acabou confessando que ele próprio arrombou a loja para simular o furto. Segundo o relato, o objetivo era produzir notas fiscais falsas dos equipamentos e, posteriormente, acionar o seguro de um banco para obter indenização.

“Hoje cedo, eu pedi a uma funcionária minha para registrar um boletim de ocorrência como furto, mas não ocorreu furto. Eu fiz isso por conta do desespero mesmo, porque, como eu falei, eu estou com muitas dívidas, principalmente com funcionários. Eu fiz essa tentativa para ver se conseguiria, eu nem sei como eu faria para pegar o seguro do Itaú, mas não teve furto”, afirmou.

Funcionária alegou que portas e grades haviam sido arrombadas (Foto: divulgação)

Segundo a polícia, havia sido informado que a porta teria sido arrombada. Questionado sobre a dinâmica do crime, ele confirmou a simulação: “Fui eu que abri com a chave. A chave é da empresa, a empresa é minha.” Reforçando a justificativa de desespero, o homem disse que nem pensou em usar máscara para se esconder.

Ele também confirmou que não chegou a acionar a seguradora. Como o pedido de indenização não foi formalizado, o caso não foi enquadrado como estelionato consumado. A Polícia Militar lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por falsa comunicação de crime, e o caso foi encaminhado à Polícia Civil.

Vídeo mostra que nenhum equipamento foi retirado do local; assita

Homem inventa que casa foi roubada

Em menos de 24 horas, o 8º BPM também desarticulou outra ocorrência de falsa comunicação de crime em Aparecida de Goiânia. Desta vez, um homem de 29 anos foi investigado após registrar um suposto roubo dentro da própria residência, no Setor Santo André.

Segundo a versão inicial, ele e a esposa teriam sido rendidos por criminosos armados ao chegar da academia, dentro da própria casa. O homem relatou que foi ameaçado, mantido em restrição de liberdade e forçado a realizar transferências bancárias pelo celular, além de ter diversos objetos levados.

Homem inventou que foi roubado dentro da própria casa (Foto: divulgação/PM)

Durante a apuração, equipes policiais identificaram inconsistências no relato e confrontaram o suspeito, que acabou confessando ter inventado toda a história.

Dívidas após golpe de falsa locação

Ele justificou a ação alegando dificuldades financeiras após ter caído recentemente em um golpe de falsa locação de uma cabana em Pirenópolis. Ainda segundo o depoimento, o objetivo era acionar a seguradora para tentar ressarcimento de bens que, na realidade, haviam sido furtados anteriormente, em 10 de janeiro deste ano.

Diante da confissão, a Polícia Militar lavrou também um TCO por falsa comunicação de crime, e o caso foi encaminhado à Polícia Civil.

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