Bombeira supera câncer de mama e aguarda quinta cirurgia para reconstruir seio em Goiânia
Alessandra Riad Iskandar, de 41 anos. passou por 16 sessões de quimioterapia e outras 14 de radioterapia, além de quatro cirurgias
O ano de 2026 promete marcar mais uma etapa da luta vitoriosa contra o câncer de mama da cabo do Corpo de Bombeiros Alessandra Riad Iskandar, de 41 anos. Depois de 16 sessões de quimioterapia e outras 14 de radioterapia, a militar se prepara para a quinta cirurgia.
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Desta vez, conforme Alessandra, o procedimento consiste em descolar a mama do músculo, além de refazer a prótese, que precisou ser retirada depois de complicações. A bombeira, inclusive, criou uma vaquinha para conseguir realizar a cirurgia. Mesmo diante do cenário, ela segue atuando na corporação, na qual atua há mais de 10 anos.
“Voltei às atividades com restrições para o serviço operacional. Apesar de ser apaixonada pelo serviço operacional, hoje procuro me redescobrir na instituição fazendo cursos administrativos”, explica.

A descoberta
A batalha contra a doença começou ainda 2021, aos 37 anos, após o diagnóstico por meio de exames realizados pelo Corpo de Bombeiros. Como requisito obrigatório da própria corporação, uma bateria de exames, incluindo a mamografia para as mulheres de mais de 35 anos, deve ser apresentada periodicamente.
A última vez que Alessandra havia passado pelo processo antes de descobrir o câncer foi em dezembro de 2020, quando não apresentou nenhuma alteração. Já em agosto de 2021, entretanto, ela foi surpreendida por uma sensação de maior sensibilidade nos seios. Inquieta, decidiu realizar novos exames.
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Foi aí que recebeu a notícia que impactou a sua vida: o diagnóstico de câncer de mama, triplo negativo, do tipo não responsivo aos hormônios – que é o tratamento mais conservador. Isso fez com que a quimioterapia, radioterapia e até mesmo o procedimento de mastectomia bilateral (retirada das mamas) já fossem agendados.
“Fiquei em estado de choque, pois não tenho casos de câncer de mama na família. Após o mapeamento genético, descobri que meu câncer não foi hereditário, nem hormonal. Meu tratamento foi iniciado com a quimioterapia em caráter de urgência, pois meu câncer era agressivo. Depois realizei a mastectomia radical da mama”, relembra.
Devido a baixa imunidade, Alessandra acabou sendo afastada do Corpo de Bombeiros para realizar o tratamento, que se estendeu por quase dois anos. A última quimioterapia foi realizada no dia 7 de fevereiro de 2022. Ao todo, durante o período, foram quatro procedimentos cirúrgicos, incluindo a retirada da mama.

Superação
Alessandra também precisou raspar os cabelos, considerado um dos momentos mais difíceis na luta contra a doença. No entanto, ela teve a ajuda de alguém especial: a filha, na época com 3 anos de idade.
A então garotinha foi um dos pilares da bombeira, que temia falecer e deixar a filha. Alessandra também reforça que teve o total apoio do marido, que a acompanhou e lhe deu forças durante todo o tratamento contra o câncer, cujo diagnóstico já completa cinco anos.
“O que me deu forças foi Deus, em primeiro lugar, e minha família. Meu esposo Sérgio Plaza, dividiu meus medos e ficou careca comigo do começo ao fim do tratamento”, reforçou.
