Cei da Saúde deve pedir afastamento de secretária, em relatório final
Má gestão é apontada como principal causa de problemas evidenciados pela Comissão de vereadores, aponta relator
Ir direto pra matériaA Comissão Especial de Inquérito (Cei) que investiga irregularidades na Saúde em Goiânia deve pedir o afastamento da secretária Fátima Mrué por má gestão, no relatório final que deve ser entregue nesta segunda-feira (14). O documento elaborado pelo relator da Cei, Elias Vaz (PSB), contém as conclusões acerca das investigações dos vereadores e a responsabilização das anormalidades encontradas.
A entrega do relatório final deve acontecer após a última reunião da Cei, que vai ouvir o secretário estadual de Saúde, Leonardo Vilela. A comissão tem seu encerramento previsto para o dia 21 de maio, contudo, o documento deve ser finalizado antes para passar por análise de todos os integrantes da comissão.
Elias analisa que o pedido de afastamento de Fátima é necessário, uma vez que as investigações da Cei mostraram diversas situações em que problemas na saúde do município foram resultado de má gestão. O caso mais recente, conforme o vereador, foi a suspensão de repasses federais no valor de R$ 258,1 mil para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A suspensão consta na portaria nº1.220, de 3 de maio de 2018, do Ministério da Saúde que diz respeito ao custeio qualificado da Central de Regulação de Urgências (CRU) e das Unidades de Suporte Básico e Avançado e ainda de custeio das motolâncias pertencentes ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) de Goiânia. Conforme o órgão nacional, o recurso foi suspenso porque a SMS descumpriu a determinação de encaminhar relatório, a cada seis meses, sobre a manutenção dos veículos.
Para Elias, casos como esse demonstram a incapacidade de Fátima à frente da pasta. O vereador analisa também a possibilidade de acionar o prefeito Iris Rezende (MDB) por omissão. “Nossa assessoria jurídica está estudando quais os níveis de responsabilidade do prefeito nessa situação. Nós analisamos a possibilidade de acioná-lo por omissão em não afastar uma secretária que está causando prejuízos para a cidade”, argumenta.
A penúltima reunião da Cei estava prevista para esta sexta-feira (11), contudo, os três convocados não compareceram. Seriam ouvidos: a diretora geral do Hospital Materno Infantil, Fabiana Gomes Negri Mendes; o diretor do Hospital Alberto Rassi (HGG), José Cláudio Romero; e o procurador do Ministério Público, junto ao Tribunal de Contas do Estado, Fernando dos Santos Carneiro.
Procurada, a SMS não se pronunciou sobre o afastamento.