Conselheiros tutelares de Goiás resgatam adolescente com deficiência na Bahia
Ex-babá teria levado o menino para o Estado para cadastrar o jovem em programas sociais e receber o benefício
Um adolescente de 14 anos com deficiência mental foi resgatado por conselheiros tutelares de Goiás após ser abandonado pela ex-babá nas ruas de Filadélfia, no interior da Bahia. O menino, natural de Rio Verde, já sofreu agressão pela mãe quando teve a guarda transferida para uma tia, em março deste ano.
Em relação ao abandono, o caso aconteceu quando a ex-babá do jovem convenceu a tia a deixar que o levasse para a Bahia com a promessa de que ele receberia por um tratamento médico. Contudo, o Conselho Tutelar do município informou que a mulher tinha o objetivo de cadastrar o menino em programas assistenciais e receber o valor do benefício, mas não conseguiu, uma vez que não tinha nenhum laço familiar com ele.
Após terem sido notificados pelo Conselho Tutelar do interior da Bahia, os conselheiros de Rio Verde viajaram cerca de três dias até o município baiano para resgatar o menor. O conselheiro tutelar, Clísio Ferreira, disse que o menino ficou nas ruas por dois dias até ser atendido pelos profissionais do local. Segundo ele, o adolescente recebeu abrigo até a chegada dos conselheiros goianos.
O adolescente voltou, então, para os cuidados da tia e o caso segue em segredo de Justiça, uma vez que o jovem é menor de idade. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados e, por isso, não foi possível entrar em contato com suas defesas.
A mãe, de 31 anos, é investigada desde março por suspeita de agredir e dopar o filho durante uma chamada de vídeo para um parente. A mulher, embriagada, teria ido à casa da ex-babá, onde o menino estava, e, não satisfeita com os medicamentos que havia dado para dopar o adolescente, usou um pedaço de madeira para agredir o filho.
O conselheiro disse que a mãe teria continuado as agressões quando voltaram para casa, mas o menino conseguiu fugir para a residência da ex-babá, vizinha deles, pedindo ajuda. As agressões teriam ocorrido após o menino pedir à mãe o celular emprestado.