Sábado, 22 de Agosto de 2026
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Criança com problema do coração é barrada em Hospital de SP por causa de dívida do Ipasgo

Emanuel Justo sofre de Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo

Da Redação
Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
Criança com problema no coração não consegue atendimento por causa de problemas com o Ipasgo

Uma criança de dois anos sofre para conseguir atendimento médico para uma doença grave no coração. De acordo com a família, Emanuel Justo sofre de Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo e não consegue realizar um procedimento de urgência em São Paulo por causa de uma dívida do Ipasgo com o hospital.

A mãe de Emanuel, Debora Antonia Martins Lima, disse ao Mais Goiás que a doença era muito grave e que precisaria ser feita no Hospital Beneficência Portugesa, em São Paulo (SP). “Descobrimos a doença em junho de 2020, ainda durante a gravidez. Como é uma cardiopatia muito grave, o melhor lugar para fazer é aqui em São Paulo. Decidimos entrar na justiça para que o Ipasgo cobrisse o tratamento dele”, disse a mãe.

A liminar foi concedida em agosto de 2020. Apesar disso, Debora disse que teve dificuldades em fazer com que o Instituto cumprisse a decisão judicial. “Precisou ter uma repercussão muito grande porque o Ipasgo se negou a cumprir a decisão, eles disseram que iriam recorrer”.

Depois da cirurgia, Emanuel ficou bem, fazendo acompanhamento em Goiânia. Entretanto, uma consulta a uma cardiologista na capital paulista identificou a necessidade de um cateterismo com urgência. Entretanto, esse procedimento ainda não foi realizado. De acordo com a mãe, há uma dívida de cerca de R$ 2 milhões, referentes à cirurgia, que não foi paga pelo Ipasgo.

“Estou esperando uma resposta a cinco dias e até agora não tive um retorno. O hospital não quis internar ele, estamos em um hotel esperando a liberação. Liguei no Ipasgo e falei sobre o assunto e eles falaram que estão correndo atrás”.

A família entrou na justiça novamente. Debora conta que, na última sexta-feira (25), uma nova decisão determinou que a questão fosse solucionada em até 24 horas. Mas até o momento não houve resolução.

“Estamos aqui, ele está bem de saúde. Estamos bastante abalados por passarmos por isso novamente. É um desgaste muito grande”, concluiu Debora.

Por meio de nota, o Ipasgo afirmou que “tem empreendido grandes esforços para que o paciente seja atendido dentro das melhores condições e com a máxima celeridade”. O instituto ressaltou também que mantém contato constante com a família da criança e que Procuradoria Setorial do Ipasgo trabalha para pleitear em juízo que seja determinado ao hospital o atendimento imediato ao usuário.

Confira a nota na íntegra abaixo:

O Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo) esclarece que, desde que tomou conhecimento sobre a necessidade de realização de um cateterismo em São Paulo, em momento algum se opôs a assistir o pequeno Emanuel Justo. Pelo contrário. O Ipasgo tem empreendido grandes esforços para que o paciente seja atendido dentro das melhores condições e com máxima celeridade. Tanto, que desde a última quinta-feira, 24, mantém contato constante com a mãe do menor e com o próprio hospital, ao qual foi solicitado orçamento na sexta-feira, 25, e que só foi enviado no final da tarde dessa terça-feira, 29.

Além disso, a Procuradoria Setorial do Ipasgo trabalha para pleitear em juízo que seja determinado ao hospital o atendimento imediato ao usuário. Isso porque, em diálogo com o Ipasgo, a empresa tem condicionado a realização do procedimento ao pagamento imediato de um débito que está pendente de decisão judicial. No entanto, legalmente, o mesmo só pode ser efetivado em juízo.

O Ipasgo reitera o compromisso indelével que tem com a vida e a busca de modo incessante por uma solução, sempre dentro do que preconiza a lei, rápida e definitiva para o caso.

*Matéria atualizada às 21h28 para acréscimo da matéria.

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