El Niño pode elevar preço de alimentos em Goiás; entenda
Frutas, verduras e legumes sofreram alta de 53,% em junho, de acordo com a Ceasa
Responsável por alterar o regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do mundo, o El Niño pode influenciar o preço de alimentos em Goiás. Os efeitos do fenômeno climático, marcado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, promete elevar ainda mais os componentes do prato dos goianos.
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Desde o início do ano, o rodízio climático, que pode ser impulsionado pelo EL Niño agora em julho, impactou de forma negativa os preços dos alimentos no estado. Legumes, verduras e frutas sofreram variações de preços ao longo de junho, em comparação a maio, conforme a Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa).
“Independentte do El Niño, o segundo semestre do ano já costuma impulsionar o preço dos alimentos devido a estiagem. No entanto, dada a proporção projetada para o El Niño, isso vai refletir no setor produtivo porque toda plantação exige processo irrigatótorio. Refletindo no processo produtivo, vai refletir na oferta e no consumidor final”, explica o gerente técnico da Ceasa, Josué Lopes.
Conforme Josué, plantações que exigem maior quantidade de água, como alface, pimentão, pepino, vagem e xuxu devem registrar maior aumento de preço durante o período de estiagem acentuada. Verduras e legumes, porém, já vêm registrando preço elevado desde o mês passado e devem ficar ainda mais caros. O valor do pimentão, por exemplo, subiu 40% em junho, assim como a cebola (33,34%) e a vagem (20%). O aumento também foi percebido na abóbora japonesa (kabotia), que registrou elevação de 12,50%.
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Frutas também não ficam de fora. A banana maçã, cujo valor de mercado está 53,85% mais caro, foi um dos alimentos que mais subiu no mês passado, em Goiás. Na mesma categoria se destaca também o mamão, que atingiu alta de 52%, de acordo com a Ceasa. Ao todo, ao menos 11 itens devem pesar no bolso do consumidor final.
“O El Niño forte pode ter um efeito nas grandes lavouras do Brasil, como a cana-de-açúcar e soja, por exemplo, prejudicando a produtividade e o plantio. Poderá ter um efeito na cesta básica, especialmente nas proteínas por conta da alimentação dos animais ficar mais cara no período de seca. Goiás poderá ser impactado com temperaturas mais elevadas e menor previsibilidade de chuvas”, explica o economista Luiz Carlos Ongaratto.
Como economizar?
O especialista afirma que o consumidor precisa pesquisar na hora de ir às compras, a fim de economizar. No caso das feiras, uma dica é ir quando as bancas estão prestes a fechar, o que possibilita encontrar ofertas mais atraentes. Sempre que for fazer compras, o consumidor também precisa ficar atento a promoções e não se importar em pegar filas.
“Difícil não sofrer com o impacto desse aumento. Economizar será bem desafiador, mas o consumidor pode adotar algumas manobras. O ideal é sempre pesquisar os preços e tentar substituir um alimento que está caro por outro mais barato”, concluiu Luiz.