Ecovias dá novo prazo para concluir duplicação de trechos da BR-153 em Goiás
Ecovias informa prazo para trechos em quatro municípios goianos; ANTT registra revisão do cronograma por atrasos no licenciamento ambiental
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A Ecovias Araguaia prevê entregar no segundo semestre de 2026 os 53,44 quilômetros de duplicação da BR-153 em execução em Rialma, Rianápolis, Uruaçu e Campinorte, em Goiás. Os trechos fazem parte de um pacote maior, de 60,48 quilômetros de duplicação entre Goiás e Tocantins. A etapa goiana tinha previsão anterior de conclusão até o fim do quarto ano da concessão, encerrado em outubro de 2025.
Procurada pelo Mais Goiás, a Ecovias Araguaia informou que houve reprogramação de um ano no cronograma das obras devido ao atraso na liberação do licenciamento ambiental. Segundo a concessionária, a alteração foi apresentada e discutida nas audiências públicas realizadas pela ANTT em julho, em Gurupi (TO) e Anápolis (GO). A empresa afirma que as obras seguem o cronograma atualizado e que novas entregas ocorrerão ao longo do segundo semestre de 2026.
Os 53,44 quilômetros desta etapa representam cerca de 12% dos 448,54 quilômetros de duplicação previstos para Goiás durante a concessão. Cerca de 395 quilômetros permanecem no planejamento dos próximos ciclos.
Previsão anterior apontava entrega no quarto ano
Em setembro de 2023, a ANTT informou que 53,44 quilômetros deveriam ser duplicados em Goiás até o final do quarto ano da concessão. A previsão contemplava 28,6 km em Rialma, 16,4 km em Uruaçu, 7 km em Campinorte e 1,4 km em Rianápolis.
A agência manteve o mesmo prazo em outubro de 2024, durante o balanço dos três primeiros anos da concessão. O Mais Goiás também acompanhava o cronograma desde 2022, quando reportagem apontou previsão de entrega de cerca de 53 km em Goiás até 2025.
Agora, a concessionária informa que a conclusão dessa etapa ficou para o segundo semestre de 2026.Agora, a previsão informada pela Ecovias ao Mais Goiás é de entregas no segundo semestre de 2026.
Obras receberam ordem de serviço em 2025
A ordem de serviço da atual frente de obras foi assinada em agosto de 2025, em Rialma. O pacote contempla 60,48 quilômetros de duplicação nos dois estados. Desse total, 53,44 quilômetros ficam em Goiás, nos municípios de Rialma, Rianápolis, Uruaçu e Campinorte, e os demais trechos estão no Tocantins.
Em Goiás, as obras passam por Campinorte, Uruaçu, Rialma e Rianápolis. No Tocantins, alcançam Figueirópolis, Alvorada e Talismã.
Na ocasião da ordem de serviço, a ANTT informou investimento superior a R$ 600 milhões no conjunto das intervenções.
Atraso no licenciamento levou à reprogramação
A execução das obras ocorre em paralelo à primeira Revisão Quinquenal do contrato. A ANTT realizou em julho de 2026 audiências públicas em Gurupi e Anápolis para discutir possíveis adequações da concessão.
Segundo a Ecovias, foi nesse processo que a reprogramação de um ano, provocada pelo atraso na liberação do licenciamento ambiental, foi apresentada. A ANTT mantém documentos de licenciamento ambiental da concessão, incluindo licença de instalação retificada em maio de 2025 para duplicações previstas entre o quarto e o oitavo anos.
Goiás terá 448,54 km duplicados

A tabela do Programa de Exploração da Rodovia mostra que a dimensão das obras previstas para Goiás vai além dos quatro municípios contemplados na etapa atual.
Ao todo, são 448,54 quilômetros de duplicação no estado. Porangatu concentra a maior extensão prevista, com 85,81 km. Na sequência aparecem Uruaçu, com 41,32 km; Campinorte, com 41,15 km; Jaraguá, com 39,04 km; Rialma, com 32,60 km; e Santa Tereza de Goiás, com 27,24 km.
Também estão previstas duplicações em São Francisco de Goiás, com 24,66 km; São Luiz do Norte, com 24,20 km; Nova Glória, com 23,93 km; Abadiânia, com 23,70 km; Pirenópolis, com 19,73 km; Estrela do Norte, com 17,63 km; Rianápolis, com 12,33 km; Hidrolina, com 12,05 km; Anápolis, com 11,98 km; e Mara Rosa, com 11,17 km.
Os números correspondem ao programa completo da concessão e não ao pacote de 53,44 km com previsão de entrega no segundo semestre de 2026.
Contrato prevê marginais, retornos e passarelas
Além da duplicação, o programa de obras em Goiás prevê 62,9 km de vias marginais, 27,58 km de faixas adicionais, 110 retornos, 17 passarelas, 15 acessos, 15 dispositivos do tipo diamante, oito do tipo trombeta e três passagens inferiores. O planejamento inclui ainda seis rotatórias em nível e um contorno de 6,09 km em Corumbá de Goiás.
Anápolis concentra parte das intervenções complementares, com 17,26 km de faixas adicionais, 22,32 km de marginais e oito passarelas. Já Porangatu terá a maior extensão de duplicação prevista no estado, com 85,81 km, além de 7,9 km de marginais e 21 retornos.
Concessão prevê 622 km de duplicação
A concessão abrange 850,7 km das BRs 153, 080 e 414 entre Goiás e Tocantins. O contrato foi firmado por prazo de 35 anos.
Ao todo, são previstos 622 km de duplicação: 448,54 km em Goiás e 173,98 km no Tocantins. A previsão é que 57% sejam concluídos até o décimo ano da concessão. As estimativas do Governo Federal apontam R$ 7,8 bilhões em obras e R$ 6,2 bilhões em custos operacionais durante o contrato.
No Tocantins, parte das intervenções já foi entregue. Em outubro de 2024, a ANTT contabilizava 12,85 km de rodovias duplicadas, além de 14,2 km de vias marginais, uma ponte e quatro viadutos.
À reportagem do Mais Goiás, a Ecovias informou que 11,25 km foram entregues em Gurupi e 1,6 km em Aliança do Tocantins.
BR-153 concentra quase 30% das mortes
A duplicação também tem impacto sobre a segurança viária. Em setembro de 2025, o Mais Goiás mostrou que a BR-153 concentrava quase 30% das mortes registradas em acidentes nas rodovias federais de Goiás.
Naquele momento, as obras nos 53,44 quilômetros entre Uruaçu, Campinorte, Rialma e Rianápolis já haviam começado. A conclusão dessa etapa, inicialmente prevista para outubro de 2025, está agora programada para o segundo semestre de 2026.