INVESTIGAÇÃO

Operação mira “Piratas de Shopping” que furtaram R$ 500 mil de joalheira em Goiânia

Investigação revela que criminosos planejaram furto milionário no Carnaval, escondendo um dos comparsas dentro de joalheria em Goiânia

Imagem das apreensões
Ao todo, 11 mandados judiciais são cumpridos em Santo Antônio do Descoberto e no Entorno do DF (Divulgação PCGO)

Integrantes de uma associação criminosa que agia em shoppings centers de Goiás são alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (12). Apelidado de “Piratas de Shopping”, o grupo se aproveitava de datas que antecediam feriados para realizar os furtos. A operação policial acontece em Santo Antônio do Descoberto e cidades da região do Entorno do Distrito Federal, onde os agentes buscam desarticular o grupo responsável pelo furto de R$ 500 mil em joias em Goiânia. Ao todo, seis mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária foram expedidos.

A investigação, conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) por meio dos grupos GARRA e GAB, revelou um modus operandi audacioso. Os criminosos planejaram um furto ocorrido durante o feriado de Carnaval deste ano, em um centro de compras da capital.

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De acordo com a polícia, a tática consistia na infiltração: um dos criminosos conseguia entrar na joalheria antes do encerramento do expediente e permanecia escondido dentro da loja após o fechamento do shopping. Aproveitando o isolamento durante a madrugada de Carnaval, o suspeito subtraiu uma quantidade expressiva de peças de ouro e pedras preciosas, saindo do local sem ser notado pelos sistemas de segurança.

Imagens da operação
Os “Piratas” eram especialistas em aproveitar feriados e brechas na segurança para agir de forma cinematográfica (Divulgação PCGO)

Foco na recuperação do patrimônio

O balanço das investigações aponta que o valor das mercadorias levadas gira em torno de R$ 500 mil. A Operação Aurum — termo em latim para “ouro” — busca agora recuperar parte desse patrimônio e identificar possíveis receptadores que facilitaram a venda das joias no mercado paralelo.

Segundo a corporação, o grupo demonstrava alto grau de especialização, escolhendo datas festivas para aproveitar brechas na vigilância e utilizando técnicas que fogem do padrão comum de arrombamentos. Os investigados devem responder pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa.

Mais detalhes sobre os resultados da operação serão acrescentados ao longo do dia.

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