Estudantes da UFG denunciam abuso durante Maior Inter, em Goiás; entidades manifestam repúdio
Três mulheres trans também foram agredidas. Ex-membros foram punidos
Dois episódios de violência relatados durante o Maior Inter, evento esportivo universitário realizado em Goiás, levaram a organização do evento e a Associação Atlética Acadêmica da Faculdade de Educação Física da UFG (A.A.A.F.E.F. – Sedentária) a divulgarem notas de repúdio nesta semana. Os casos incluem uma agressão contra três pessoas trans e atos de assédio atribuídos a ex-membros da Atlética.
Em sua nota divulgada nas redes sociais na terça-feira (9), a organização do Maior Inter afirmou que soube apenas na tarde de sábado (6) da agressão contra as três pessoas trans, ocorrida na madrugada de sexta-feira (5), o que impediu medidas imediatas de apuração.
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A organização diz manter contato com pessoas próximas às vítimas, colocou-se à disposição das autoridades para colaborar com a investigação e promete, caso os autores sejam identificados, bani-los de futuras edições do evento, “sem prejuízo das demais responsabilizações previstas em lei”.
“A identificação dos responsáveis e a apuração dos fatos dependem dos procedimentos legais conduzidos pelas autoridades competentes. Lamentamos profundamente que episódios dessa natureza ainda aconteçam em nossa sociedade. Manifestamos nossa solidariedade às pessoas que relataram ter sido vítimas da agressão e reafirmamos nosso compromisso com a promoção de um ambiente seguro, respeitoso, inclusivo e acolhedor para todos”, diz trecho da nota.
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Assédio no Maior Inter
Já a Atlética Sedentária relatou atos de assédio ocorridos durante o último Happy Hour do Maior Inter, dos quais foi informada no dia 8 de junho, logo após o encerramento da festa. Os envolvidos, ex-membros da agremiação, foram imediatamente expulsos “de TODAS as atividades vinculadas à Sedentária”, e a Atlética afirma ter contatado as vítimas no dia seguinte para oferecer assistência e acolhimento.
Ainda conforme a Sedentária, as vítimas foram procuradas e acolhidas pela atlética no dia seguinte ao ocorrido, que se colocou à disposição para oferecer suporte às mulheres. A organização também repudiou o crime.
“Reiteramos que o assédio e a violência de gênero não são toleráveis sob nenhuma circunstância, e que os ambientes de festa, integração e esporte devem existir como espaços seguros, nos quais nenhuma mulher seja submetida a abordagens invasivas, desrespeitosas e/ou criminosas”, afirma.
O Mais Goiás não conseguiu contato com as vítimas. O espaço está aberto mara manifestação.