EM INVESTIGAÇÃO

Falsa biomédica é suspeita de usar dados de profissional para abastecer clínica com insumos em Goiânia

Sheline Araújo teria usado o nome da profissional para comprar R$ 200 mil em insumos. Investigada se pronunciou nas redes sociais

Clínica da biomédica foi interditada - (Foto: divulgação/PC)
Clínica da biomédica foi interditada - (Foto: divulgação/PC)

Uma falsa biomédica é suspeita de utilizar o registro e dados pessoais de uma profissional para abastecer a própria clínica de estética com insumos avaliados em R$ 200 mil, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil (PC), a clínica onde a suspeita atende foi interditada pela Vigilância Sanitária durante operação nesta quinta-feira, 26. 

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Na clínica foram apreendidos insumos com data de validade vencida, além de medicamentos para emagrecimento, como mounjaro. Sheline Araújo não foi encontrada no local no momento da operação e agora é considerada foragida. 

“Há seis meses ela compra medicamentos em nome dessa biomédica. Ela [Sheline] tinha todos os dados dela [biomédica], usava o nome dele, assinava em nome dela”, explica o delegado Diogo Luiz Barreira.

Conforme Diogo, Sheline não possui formação superior e nem registro no Conselho Regional de Biomedicina ou Conselho Regional de Farmácia. A clínica também não possui alvará da Vigilância Sanitária ou do Corpo de Bombeiros, funcionando de forma totalmente irregular. 

“Ela não tem CNPJ. Pode responder por falsidade ideológica, crimes financeiros, crimes sanitários e, ainda, exercício ilegal da profissão”, afirmou. 

A investigação teve início após a vítima procurar a Polícia Civil (PC) para denunciar o crime, depois de ser advertida pelo Conselho Regional de Biomedicina devido a compra de insumos. À corporação, ela informou não conhecer a clínica ou Sheline.

Falsa biomédica se pronuncia

Nas redes sociais, Sheline Araújo se pronunciou dizendo que “eles queriam mounjaro” e que “queriam afrontá-la”, sem especificar exatamente a quem estava se referindo. A investigada informou ainda ser formada em enfermagem e que já solicitou o registro junto ao Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

O Mais Goiás tentou contato com a investigada por meio de número de celular disponibilizado no perfil das redes sociais, além do Instagram, mas não objetivo retorno. 

Sheline Araújo se pronunciou nas redes sociais – (Foto: reprodução/redes sociais)