Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026
INVESTIGAÇÃO

Farmácia suspeita de vender colírio ingerido por bebê que morreu fez escala com farmacêutica demitida

Profissional tinha pedido desligamento da empresa há 23 dias

Da Redação
Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
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A farmácia de Formosa, suspeita de vender um remédio errado para a família de um bebê que morreu após tomar colírio, levou à Polícia Civil uma escala que mostrava como farmacêutica, no dia do caso, uma profissional que tinha pedido demissão há 23 dias. Segundo o delegado Paulo Henrique Ferreira, o dono do estabelecimento ligou e pediu que ela regularizasse a folha de ponto, possivelmente para vincular a mulher à empresa.

Segundo o delegado, o empresário e a gerente da farmácia serão intimados para novos depoimentos, já que garantiram que a farmacêutica estava de plantão. A Polícia Civil busca descobrir se havia outro profissional no dia 5 de março, data da venda.

Relembre o caso

Um bebê de dois meses morreu na madrugada do dia 5 de março por suspeita de ingerir um colírio que teria sido vendido por engano em uma farmácia localizada no município de Formosa. De acordo com a Polícia Civil, o medicamento foi prescrito adequadamente e sua finalidade era prevenir náuseas e vômitos.

Segundo o relato da mãe do menino à polícia, seu filho apresentava sintomas como náusea, vômito e febre, o que a levou a procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade. Após examinar a criança, o médico prescreveu três medicamentos, incluindo a “bromoprida”, que tem como objetivo evitar vômitos.

O avô da criança foi à farmácia e adquiriu os medicamentos prescritos, os quais entregou à mãe da criança, que os administrou seguindo as orientações médicas. No entanto, após algum tempo, a criança começou a chorar e gritar de dor.

A mãe informou que, contrariando a prescrição médica, a farmácia vendeu o medicamento errado, o “tartarato de brimonidina”, que é um colírio usado para tratar o glaucoma. Ela voltou na UPA e os médicos chegaram a intubar o menino, mas ele não resistiu.

Segundo a polícia, um relatório preliminar indicou que a ingestão do medicamento pode ter sido a causa da morte da criança, porém, somente com a conclusão dos exames poderá determinar o que realmente provocou o óbito.

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